Pretende ser um espaço onde se fale sobre "cousas" do passado sem esquecer obviamente o presente. O tema central é Vilarandelo, uma vila transmontana.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Piago - Onde os moinhos contam histórias de outros tempos
Embora no Verão o pequeno riacho quase que seca, não deixa de ser sem duvida um local bem aprazível.
Ainda existem ali umas ruínas de antigos moinhos que outrora se fartaram de moer os grãos de centeio e trigo.
Outrora, o riacho corria bem mais forte que nos dias de hoje, pois era através da energia da água que as mós trabalhavam.
Os nossos antepassados sabiam aproveitar a natureza, as energias alternativas eram aqui bem exploradas.
Deixo aqui em cima algumas fotos desse local mágico que é o piago.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
24.º Festival de Folclore de Vilarandelo
Este blog pretende também ser um pouco uma janela no presente de Vilarandelo. E por isso vou postando algumas noticias que por Vilarandelo vão acontecendo.
Assim sendo no passado dia 23 de Agosto às 21h30 realizou-se o 24.º festival de folclore.
O Toural é agora o novo espaço de lazer onde se pode andar de bicicleta, jogar fito e petanca ou simplesmente descansar e apreciar a paisagem.
O jardim está também vocacionado para os espectáculos ao ar livre, com um palco grande e moderno onde se realizou este ano o 24.º festival de Folclore.
A noite esteve agradavel o que proporcionou ao público um agradável espectáculo de folclore onde estiveram presentes 5 grupos folclóricos:
- Grupo de Folclore da Casa do Povo de Válega – Ovar – Beira litoral
- Grupo Folclórico de Ganfei – Valença - Alto Minho
- Rancho Coral os Camponeses de Vale de Vargos – Serpa - Baixo Alentejo
- Rancho Folclórico de S. Félix da Marinha – Vila Nova de Gaia – Douro Litoral
- Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Capela do Espírito Santo
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Capela de Nosso Senhor dos Milagres
Capela de Nosso Senhor dos Milagres
A antiga capela foi destruída, para em 1976 voltarem a construir outra capela numa zona mais alta e com uma arquitectura de linhas modernas e simples.
Embora o padroeiro da paróquia de Vilarandelo seja S. Vicente, as principais festas são em honra de N. S. dos Milagres e Santa Barbara. Ocorrendo no último fim-de-semana de Agosto, estas festas primam pelo brio, dedicação e respeito com que os Vilarandelenses imprimem às procissões de Sábado (em Honra de Sta. Barbara) e de Domingo (N. S. dos Milagres). Inclusive há uma frase que se dizia e ainda se diz por aí quando se queria resumir o melhor das festas da região que nos envolve: Dizia-se que o melhor era, o arraial de Valpaços, o fogo de Mirandela e a procissão de Vilarandelo.
Embora o padroeiro da paróquia de Vilarandelo seja S. Vicente, as principais festas são em honra de N. S. dos Milagres e Santa Barbara. Ocorrendo no último fim-de-semana de Agosto, estas festas primam pelo brio, dedicação e respeito com que os Vilarandelenses imprimem às procissões de Sábado (em Honra de Sta. Barbara) e de Domingo (N. S. dos Milagres). Inclusive há uma frase que se dizia e ainda se diz por aí quando se queria resumir o melhor das festas da região que nos envolve: Dizia-se que o melhor era, o arraial de Valpaços, o fogo de Mirandela e a procissão de Vilarandelo.
Capela de S. António
CAPELA DE S. ANTONIO
Capela de pequenas dimensões situada no bairro de baixo simboliza o fervor e a devoção que o povo de Vilarandelo tinha e ainda tem a este santo.
Não existe nenhum documento ou pessoa que saiba da antiguidade e fundação da capela.
Só se sabe que será bastante antiga e que terá sido edificada devido a uma grande devoção a S. António. A única prova que nos diz alguma coisa sobre a rusticidade da dita capela, é uma inscrição existente na parte de cima da porta de entrada que nos diz o seguinte:
Capela de pequenas dimensões situada no bairro de baixo simboliza o fervor e a devoção que o povo de Vilarandelo tinha e ainda tem a este santo.
Não existe nenhum documento ou pessoa que saiba da antiguidade e fundação da capela.
Só se sabe que será bastante antiga e que terá sido edificada devido a uma grande devoção a S. António. A única prova que nos diz alguma coisa sobre a rusticidade da dita capela, é uma inscrição existente na parte de cima da porta de entrada que nos diz o seguinte:
CAPELA DE S. SEBASTIÃO
CAPELA DE S. SEBASTIÃO
Nesta viagem pela história de Vilarandelo, teremos de começar pelos monumento que são uma herança onde se vai retirar muita informação histórica dos nossos antepassados.
Já falei da influência da ordem de Malta onde existem registos na igreja Paroquial, sobre esta igreja e sua arquitectura voltarei a falar nela mais adiante, pois eu queria começar por uma igreja ou capela mais antigas que a igreja Paroquial, é a capela de S. Sebastião que em conjunto com mais três capelas, a de St. António, a de N. S. dos Milagres e a do Espírito Santo no cemitério, fazem o espólo de edifícios religiosos da nossa vila.
A capela de S, Sebastião é a mais antiga de Vilarandelo (Sec.XVI), (classificada como Imóvel de Interesse Público, através do Decreto n.º 8/83, de 24 de Janeiro de 1983).
Nesta viagem pela história de Vilarandelo, teremos de começar pelos monumento que são uma herança onde se vai retirar muita informação histórica dos nossos antepassados.
Já falei da influência da ordem de Malta onde existem registos na igreja Paroquial, sobre esta igreja e sua arquitectura voltarei a falar nela mais adiante, pois eu queria começar por uma igreja ou capela mais antigas que a igreja Paroquial, é a capela de S. Sebastião que em conjunto com mais três capelas, a de St. António, a de N. S. dos Milagres e a do Espírito Santo no cemitério, fazem o espólo de edifícios religiosos da nossa vila.
A capela de S, Sebastião é a mais antiga de Vilarandelo (Sec.XVI), (classificada como Imóvel de Interesse Público, através do Decreto n.º 8/83, de 24 de Janeiro de 1983).
Esta capela foi edificada em finais do século XVI, sendo considerada o templo mais antigo da freguesia (MARTINS, 1978, p. 261). De planta rectangular, apresenta fachada com portal de arco de volta perfeita terminada em empena truncada com a disposição da sineira. Do lado esquerdo do frontispício foi gravada uma "interessante inscrição críptica", com quatro relevos, um sol, uma coroa régia, um raio e uma seta vertical. Este conjunto foi interpretado como uma "expressão de esperança redentora sebastianista", ali colocada durante o período filipino como uma mensagem cifrada e apenas significativa para os fiéis que acreditavam no retorno do rei D. Sebastião (Idem, ibidem). Catarina OliveiraGIF/IPPAR/ 20 de Setembro de 2006.
De estilo românico e de construção simples. Há pouco identifiquei-a como igreja porque tudo leva a crer que no passado tenha sido a igreja paroquial visto ser tão antiga. O mais curioso e interessante desta capela é a inscrição críptica gravada no cunhal do lado esquerdo da frontaria que a seguir explico:
Fig. 1 - Sol radiante, representaria
(Deus glorioso)
(Deus glorioso)
Fig. 2 - Estilização da coroa real, coroa aberta
(Simbolização do Rei)
(Simbolização do Rei)
Fig. 3 - (S) deitado, tem a ver com o rei
D. Sebastião desaparecido, quererá dizer
E devido à posição horizontal do (S):
Rei morto ou em repouso).
D. Sebastião desaparecido, quererá dizer
E devido à posição horizontal do (S):
Rei morto ou em repouso).
Fig. 4 - Tridente estilizado, tem de certeza relação
Com o mar.
Com o mar.
Legenda ou interpretação:
“ Que o Senhor guarde a sua glória El-Rei D. Sebastião que tombou alem mar”
Segundo a data escrita na sineira ( 1583) estava-se no início da ocupação estrangeira e segundo a crença do povo, El-Rei D. Sebastião haveria de voltar numa manhã de nevoeiro para novamente ocupar o seu trono agora usurpado por Filipe I de Espanha.
O próprio orago da capela invocando o santo homónimo de El-Rei leva-nos a aceitar que a inscrição que se encontra na referida capela se relacione com este rei.
Nessa altura constituía perigo de morte alguém declarar-se partidário do Sebastianismo, sendo este o motivo porque a inscrição se fez simbolicamente e não em letras, para que nenhum adepto de Filipe I pudesse ter conhecimento dessa homenagem.
“ Que o Senhor guarde a sua glória El-Rei D. Sebastião que tombou alem mar”
Segundo a data escrita na sineira ( 1583) estava-se no início da ocupação estrangeira e segundo a crença do povo, El-Rei D. Sebastião haveria de voltar numa manhã de nevoeiro para novamente ocupar o seu trono agora usurpado por Filipe I de Espanha.
O próprio orago da capela invocando o santo homónimo de El-Rei leva-nos a aceitar que a inscrição que se encontra na referida capela se relacione com este rei.
Nessa altura constituía perigo de morte alguém declarar-se partidário do Sebastianismo, sendo este o motivo porque a inscrição se fez simbolicamente e não em letras, para que nenhum adepto de Filipe I pudesse ter conhecimento dessa homenagem.



sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Torre sineira da Igreja Paroquial de Vilarandelo
Foto da torre sineira da Igreja Paroquial de VilarandeloSobre o simbolismo dos 4 sinais que estão na torre sineira da Igreja paroquial, o Padre Manuel Alves no seu livro “Marcos da nossa terra diz-nos o seguinte:
Legenda:
“Podemos distinguir nesta sineira românica dupla, 4 sinais da Ordem de Malta.
1) O primeiro é a Cruz no cimo do triângulo – Mistério da SS.ma Trindade;
2) O Segundo é um rosto do Sol, símbolo da ressurreição, tal como a ave Fenix renascida – Cristo Ressuscitado
3) O terceiro é uma rosa de 12 pétalas, os meses do ano – o Deus do tempo.
4) O quarto é o rosto cercado de frutos, símbolo da abundância - as 4 estações ~deus da abundância.”
Legenda:
“Podemos distinguir nesta sineira românica dupla, 4 sinais da Ordem de Malta.
1) O primeiro é a Cruz no cimo do triângulo – Mistério da SS.ma Trindade;
2) O Segundo é um rosto do Sol, símbolo da ressurreição, tal como a ave Fenix renascida – Cristo Ressuscitado
3) O terceiro é uma rosa de 12 pétalas, os meses do ano – o Deus do tempo.
4) O quarto é o rosto cercado de frutos, símbolo da abundância - as 4 estações ~deus da abundância.”
Numa tentativa de ir aos primórdios de Vilarandelo
Numa tentativa de ir aos primórdios de Vilarandelo não encontrei dados muito concretos mas consta-se que a origem de Vilarandelo deve de ser bastante antiga. A povoação deve de se ter originado de um conjunto de “vilares” (fracção de vila) estes vilares seriam os bairros actuais. Assim, na altura o conjunto de vilares chamar-lhe-iam ou passariam a chamar de “VILARANDO” donde por serem pequenos ficaria “Vilarandelo”.
É uma povoação com um passado bastante indefinido, a tal ponto que não se sabe ao certo se se incluiria na “terra de Montenegro”, se na de “Monforte”. Mas como a partir do Sec. XIII aparece no termo de Chaves, é levado a crer que se incluiria pela “ terra de Montenegro”.
A situação paroquial também não se apresenta muito clara, o padroado é ignorado antes do sec. XVIII.
Em 1706 aparece como vigararia da Ordem de Malta, da Comenda de S. João da Corveira pertencendo ao termo e Comarca de Chaves, ouvidoria e comarca de Bragança.
As ordens militares tiveram nas terras e povoados de Valpaços os seus domínios, receberam dízimos, protegeram e salvaram as suas gentes e povoados. Deixaram as marcas da sua presença em igrejas e marcos um pouco por todo o Concelho.
A ordem militar que nos deixou mais símbolos da sua mística, foi sem dúvida nenhuma a Ordem de Malta, até porque é em S. João da Corveira que esta Ordem militar tinha o seu “Quartel General”, daí, a dada altura aparecermos como pertencentes à vigararia da Ordem de Malta da Comenda de S. João da Corveira. Os símbolos desta Ordem estão à vista de quem quiser, se formos à Igreja Paroquial de Vilarandelo e olharmos para o muro exterior da sacristia está em alto relevo a uns 2m e 50cm do solo uma cruz de Malta bem visível. Todas as cruzes da via sacra também têm gravadas esta cruz e se olharmos para a cruz da torre sineira também é de Malta.
Diz-nos o Padre Manuel Alves, arcipreste de Valpaços, no seu livro”Marcos da nossa terra”: “Na gíria do povo, no seu linguarejar brejeiro, ainda hoje apelidam as gentes de Vilarandelo “os Maltezes” com um sentido semântico, mas certamente derivados do seu valor histórico. Para eles, deve de ser um orgulho, conservar estes sinais das épocas passadas da sua história, na via romana, no marco miliário e no poio ainda ali conservados, quer pelas siglas da cruz de Malta, com as suas oito pontas, a significar as oito Bem-aventuranças do Evangelho.”
É uma povoação com um passado bastante indefinido, a tal ponto que não se sabe ao certo se se incluiria na “terra de Montenegro”, se na de “Monforte”. Mas como a partir do Sec. XIII aparece no termo de Chaves, é levado a crer que se incluiria pela “ terra de Montenegro”.
A situação paroquial também não se apresenta muito clara, o padroado é ignorado antes do sec. XVIII.
Em 1706 aparece como vigararia da Ordem de Malta, da Comenda de S. João da Corveira pertencendo ao termo e Comarca de Chaves, ouvidoria e comarca de Bragança.
As ordens militares tiveram nas terras e povoados de Valpaços os seus domínios, receberam dízimos, protegeram e salvaram as suas gentes e povoados. Deixaram as marcas da sua presença em igrejas e marcos um pouco por todo o Concelho.
A ordem militar que nos deixou mais símbolos da sua mística, foi sem dúvida nenhuma a Ordem de Malta, até porque é em S. João da Corveira que esta Ordem militar tinha o seu “Quartel General”, daí, a dada altura aparecermos como pertencentes à vigararia da Ordem de Malta da Comenda de S. João da Corveira. Os símbolos desta Ordem estão à vista de quem quiser, se formos à Igreja Paroquial de Vilarandelo e olharmos para o muro exterior da sacristia está em alto relevo a uns 2m e 50cm do solo uma cruz de Malta bem visível. Todas as cruzes da via sacra também têm gravadas esta cruz e se olharmos para a cruz da torre sineira também é de Malta.
Diz-nos o Padre Manuel Alves, arcipreste de Valpaços, no seu livro”Marcos da nossa terra”: “Na gíria do povo, no seu linguarejar brejeiro, ainda hoje apelidam as gentes de Vilarandelo “os Maltezes” com um sentido semântico, mas certamente derivados do seu valor histórico. Para eles, deve de ser um orgulho, conservar estes sinais das épocas passadas da sua história, na via romana, no marco miliário e no poio ainda ali conservados, quer pelas siglas da cruz de Malta, com as suas oito pontas, a significar as oito Bem-aventuranças do Evangelho.”
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