Pretende ser um espaço onde se fale sobre "cousas" do passado sem esquecer obviamente o presente. O tema central é Vilarandelo, uma vila transmontana.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Festas de Vilarandelo 2009
XXV.-º Festival de Folclore de Vilarandelo
Integrado nas Festas de Vilarandelo 2009, aconteceu no passado dia 22 de Agosto o XXVº Festival de Folclore.
Com uma noite de Verão agradável e com um público apreciador de Folclore, estiveram reunidos os elementos fundamentais para se poder desfrutar dos excelentes grupos que no palco do Toural actuaram e que abaixo se descrevem:
- Rancho Folclórico de Samuel – Coimbra
- Rancho Folclórico de Paranhos da Beira – Seia
- Rancho Folclórico do Baixo Vouga – Aveiro
- Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo - Valpaços
Apesar da desertificação que se tem sentido no interior do país com a fuga da população para a emigração e grandes metrópoles, Vilarandelo tem conseguido de alguma forma que as várias colectividades da terra se mantenham vivas e actuantes. O Rancho Folclórico é um exemplo vivo dessa tenacidade, consegue ininterruptamente chegar ao 25.º Festival de Folclore. Não é fácil depois destes anos todos conseguir manter com qualidade um grupo com uma média de 35/40 elementos.
Nestes últimos 10 anos, devido à falta de elementos, o grupo teve algumas dificuldades em assumir os compromissos agendados, mas com um esforço extra e “amor à camisola”, cá estão eles, a levar o nome de Vilarandelo e do Concelho de Valpaços por esse mundo fora.
Louvor feito por isso ao povo de Vilarandelo que aprecia e se mobiliza para ver o Festival de Folclore que anualmente fazemos na terra. A preocupação do grupo é sobretudo que as pessoas vejam um espectáculo de Folclore de qualidade, daí, se convidar apenas grupos Federados.
É a pensar nessa qualidade e na preservação da memória dos nosso avós, que sonhamos um dia ter um museu rural. Um espaço onde as pessoas de todas as idades possam recordar ou aprender com o legado dos nossos antepassados, um espaço onde poderíamos fazer um museu vivo, onde se recreasse uma desgranhada, um serão, um bailarico à moda antiga, uma malhada e onde se pudesse fazer uma exposição de artesanato, de fotografia ou de pintura, onde a população teria a oportunidade de por momentos fazer uma viagem ao passado, e aprender as lições dos nossos avós.
Criar um espaço destes seria divulgar o que temos de melhor, seria trazer a Vilarandelo turismo e até quem sabe criar emprego.
Estamos abertos às propostas dos Vilarandelenses, reconhecemos que não é fácil encontrar uma casa antiga, um espaço que se adeqúe ao projecto que temos em mente, mas vamos unir esforços para tornar realidade este sonho. Vamos unir esforços para que Vilarandelo tenha um local de excelência no que toca à divulgação das tradições da região.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Amolador de tesouras
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Algumas notícias de Vilarandelo





terça-feira, 3 de março de 2009
CARNAVAL DE VILARANDELO
Por isso, ciclicamente vemos certas nações deste mundo a por nessas “regras”, tudo em causa! Levando-os aos tais extremismos sem se darem conta que essas “regras” foram inventadas por homens e não por Deus! O homem não é um ser perfeito por isso as leis que ele inventa terão as suas imperfeições. Basta ligar a televisão e ver um noticiário para constatarmos isso!
Há momentos em que o caos também é necessário! Quando a ordem deixa de ter significado, quando a humanidade já não consegue através das leis que inventa dar “conta do recado”. Aí sim, O caos faz o seu trabalho, põe tudo em pantanas! Deixa tudo virado do avesso, destrói, desarruma, perturba e desprograma!
Depois é o recomeço, o aprender com os erros do passado, o renascer das cinzas.
O Carnaval tem esse simbolismo, não há regras nem leis morais, tudo é permitido. As milhentas regras da sociedade são no dia de Entrudo reduzidas a pó! Pomos uma máscara e transformamo-nos em loucos deixando as energias da natureza entrar em nós para nos libertar. Tudo isto é cíclico, a ordem dá lugar ao caos e o caos dá lugar a uma nova ordem.
Baseados nesta filosofia, há uns anos atrás, um grupo de jovens e menos jovens decidiram pôr mãos à obra e reiniciar o que distintos Vilarandelenses já haviam criado no passado. Temos hoje um Carnaval diferente graças ao esforço de muitos homens, alguns deles não se encontrando entre nós. Eles foram o motor de arranque para que hoje o nosso Carnaval seja considerado o melhor de Trás-os-Montes!
Constatamos que é necessária uma maior participação dos Vilarandelenses. Ainda há muita gente que tem medo de se “borrar” com a pintura. Limitando-se a estar do “lado de fora” a criticar o que se faz no “lado de dentro”. Não é fácil organizar um evento destes. A única coisa que pedimos aos Publico é compreensão e participação.
Um bem-haja aos primeiros impulsionadores do Carnaval! Um bem-haja a quem nos ajuda sem olhar a interesses!
Aqui deixo algumas fotos representativas do nosso Carnaval:
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Diccionário de palavras e termos que se diziam em Vilarandelo
O que eu quero dizer é que somos um país muito diversificado e no campo dos regionalismos a diversidade é imensa.
Com a boa vontade de algumas pessoas consegui juntar algumas palavras e termos que se diziam aqui em Vilarandelo e obviamente na região, o que não quer dizer que nas aldeias e vilas perto de Vilarandelo não se falasse algumas destas palavras de uma outra maneira.
Assim sendo, a minha ideia seria apelar a algum Vlarandelense que se lembre de mais palavras, expressões e termos antigos que as deixe num comentário no final deste post, ou que envie para o meu mail : paulopascoal@gmail.com
Então aqui vai:
Asa – nome dado também à pega dos utensílios de cozinha
Amigado – amancebado (união ilícita)
Amantizado - Amancebado(união ilícita)
Obs: Apesar de sinónimos, o povo atribuia-lhes significados diferentes. “Amigado” implicava uma união de facto entre pessoas solteiras e livres. “Amantizado” implicava que um deles era casado e se tornou amante.
Avia-te! – mexe-te! Apressa-te!
Amanhar – Arranjar; preparar; concertar
Arrepelar – puxar os cabelos
Almude – medida para líquidos (25 litros)
Almoço – era para os mais antigos a refeição a meio da manhã ( o nosso actual pequeno almoço)
Alqueire – medida para cereais , usando a rasa ( usado tambem para as leguminosas, batata e castanha)
Arrasar – decompor alguem com palavras feias
Avelada – enrrugada (diz-se da castanha meio seca)
Aguçar – afiar
Aguça – apara lapis
Aloquete – cadeado
Arujo – lasca que caiu na comida ou alguma coisa que entrou no olho.
“À minha beira” – ao pé de mim
Bacia – alguidar
Biju – carcaça
Bufar – soprar
Bafio – mofo, bolor
Badejo – geralmente pronunciava-se “varejo ou vadejo” que presume-se derivar de vadiar. Alguem que anda no badejo é alguem que anda a na diversão, “anda ao fado”, saiu com uns amigos para se divertir, etc.
"Bô bem mou finto!" - Não acretido!
Cá botar - Expressão utilizada quando se ia buscar os animais ao pasto, ex: "vou cá botar o burro"
Caçoulo/a – recipiente cilindrico em barro
Canalha – alem de utilizar este termo para uma pessoa que fez uma maldade tambem é usado com referencia às crianças ou seja: criançada.
Caldo – sopa
Canada – medida para líquidos correspondente a 2 litros
Carabunha – semente de fruto (ex: ameixa, azeitona, pessego, cereja, etc.)
Caratcho ou carai - caramba
Cavalona ou caralhona - Maria Rapaz
Cisco – lixo miudo, apara
Chôcho – fruto cujo o miolo está seco ( ex: nóz, amendoa,etc)
Cambada – porção de cachos de uvas unidos por um cordel para dependurar
Cabo – porção de cebolas devidamente unidaspara dependurar
Calcar – pisar
Cântaro – recipiente bojudo usado como medida de líquidos (metade do almude) e para ir à fonte buscar água (quando não havia amiude água canalizada)
Também como curiosidade: as nossas avós namoravam normalmente nas idas e vindas à fonte. Para prolongar esses momentos, as tanhas (ver tanha) nunca mais se enchiam, porque a água dos cântaros era vertida no chão...
Careto – homem mascarado
Chícharro – feijão frade
Cibo –pequena porção de alimento
Ceia – refeição da noite (o nosso actual jantar)
Corja – vadiagem
Capão – molho de vides ( alem de galo)
Carapins – meias de lâ
Chuço – guarda chuva
Coador – passador
Cruzeta – cabide
Curgidade - Uma pessoa que trabalha muito e faz as coisas com desembaraço
Ervanço – grão de bico
Escarrapachar – sentar-se com as pernas abertas
Escorropichar – beber atá à última gota ou esvaziar completamente o líquido de qualquer recipiente
Espalhadoura – espécie de forquilha com 4 hastes co que se espalhava a palha, feno ou o estrume.
Nas eiras, aquando das malhadas, servia para separar a palha do grão
Esterco – estrume
Enfurretado – sujo com furretes (ver furrete)
Engaço - ancinho
Estouvado – doido, folgarzão
Espinha – borbulha
Estrugido – refogado
Engaranhado – que treme com o frio, que tem as mão tão geladas que consegue pegar em nada “parece que estás engaranhado!”
Ferrar – morder
Furrete – sujo pelo carvão
Feluge – fuligem
Fado – tinha tambem o sentido de ramboia, pandega
Obs: Usava-se muito a expressão : “foi ao fado” querendo dizer: foi divertir-se...
Garabano ou garabanho – pequeno balde em lata encabado num pau com que se tirava água dos poços para regar as terras ( batata milho etc.)
Guiço – pauzinho, ponta de ramo
Jantar – refeição principal do dia (o nosso actual almoço)
Jeira – trabalho remunerado de um dia, nomeadamente no campo
Obs: hoje a jeira equivale a 8 horas de trabalho diário. Antigamente era trabalho de sol a sol: isto é do nascer ao por do sol, nos dias de verão a jeira representava um trabalho diário de 12 a 14 horas!
Jeireiro/a – homem ou mujer que trabalha à jeira. É de lembrar (como curiosidade) que o jeireiro tinha direito a uma canada (2 litros) de vinho.
Larica – fome
Landum, lareu – pandega
Lapantim – rapaz atrevido
Lavadura – comida aguada para alimentar os porcos.
Loje ou loja – pavimento terreo onde habitam certos animais (porco, burro, coelho, etc)
Latada – armação da vinha e ainda bofetada ou tabefe
Maneia-te – mexe-te; apressa-te
Manducar – comer
Malga – tijela, usada nomeadamente para comer a sopa
Maquia – porção de grão ou fatrinha, azeitona ou azeite que os moleiros oulagareiros tiravam em paga do seu trabalho.
Confirmar junto a algun idoso se a maquia tambem era a paga nos alambiques, nos fornos comunitários e nas malhadas com máquina
Malhada – separação do grão da respectiva espiga usando o malho. Este trabalho era feito nas eiras.
Mochena – faúlha que salta do lume
Muchete – beliscão
Maroto – malicioso, brejeiro
Merenda – lanche
Molete – carcaça
Morrão – lagarta dos fruto e dos legumes
Peguilho ou isco – o que melhor se comia com o pão (presunto, salpicão, queijo, etc)
Píbeda – pevide
Picheleiro – canalizador
Pinga – vinho
Parreco – pato
Pavia - pessego duro do final do verão e sinonimo de vindimas
Pelar - queimar; escaldar
Pisadura – nódoa negra
Púcaro/a – vaso pequeno cilindrico co asa
Havia a expressão. “filho da púcara” quando se queria evitar a tal palavra que ninguém quer ouvir...
Pote – panela de ferro com 3 pés
Quartilho – medida correspondente a ½ de litro (as capacidades destas medidas diferem consoante as regiões do pais)
Ramboia – pândega
Rilhar – roer
Reco – porco
Rasa – medida para cereais e leguminosas equivalente ao alqueire (ver alqueire)
Remeia – medida de líquidos correspondente a meio cântaro(+ ou – 6 litros)
Obs: A remeia e o cântaro são exactamente iguais na forma e diferentes apenas no tamanho.
Sarroada – queda de alguém
Sertã – frigideira
Sobela - utensílio agrícola feito com um ferro cilindrico que depois de encavado num pedaço de madeira que servia de cabo servia para sovelar o milho ou seja desgranhar o milho.
Sote (sota) – loja
Tanha ou talha – vasilha de barrode grande bojo para guardar liquidos (água e azeite principalmente)
Taralhoco - maluquinho, doido
Trempe – base circular ou triangular em ferro, com 3 pés sobre a qual se colocavam as panelas ao lume .
Testo – tampa para panela ou pote
Tojo – alem do arbusto tinha também o sentido de laréu
Topada – batida involuntária do pé em qualquer objecto (porque se andava descalço)
Ruço – loiro
Racha – tronco de árvore cortada empedaços para a lareira
Trôcho – pau grosso
Trilhar – magoar
Trolha – pedreiro
Zerbada ou Zimbrada - chuva forte
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
MAGALHÃES – O GRANDE NAVEGADOR PORTUGUÊS OU AQUELE COMPUTADOR ESQUESITO QUE TEM UMA PEGA, É ANTICHOQUE E TEM O MESMO NOME DO NAVEGADOR PORTUGUÊS?

Para começar gostaria de falar da novidade que o governo presenteou às crianças deste pais. Então é assim: a partir do primeiro ciclo (portanto a 1.ª classe), qualquer criança pode receber um computador portátil grátis ligado à internet, isto é, dependendo dos rendimentos dos pais, que na pior das hipóteses pagam pelo computador um máximo de 50 €.
Mas há mais, a partir do segundo ciclo (5º.ano) e até ao 12.º ano, qualquer criança/jovem tem direito a receber um computador portátil por 150 € já com ligação à internet.
O governo e demais promotores desta campanha que vai custar rios de dinheiro aos contribuintes, faz passar a ideia que o computador Magalhães será mais uma ferramenta de trabalho como os livros, os cadernos e as canetas. O problema é que o computador não é apenas mais uma ferramenta de trabalho, mas também um instrumento que proporciona ao utilizador, momentos de lazer e de diversão. Agora imaginem crianças de 6, 8, ou até 12 anos de idade com um computador portátil nas mãos. Se calhar quem não está muito dentro deste mundo da informática não fará grande ideia dos possíveis problemas que crianças de tenra idade possam vir a ter. Eu queria deixar claro que não sou contra esta campanha, até sou um adepto da informática, penso apenas que os computadores só deviam ser entregues a partir de uma determinada idade e aos alunos com melhores médias escolares e não a crianças com idades tão baixas.
Com a vinda destes computadores, aprender a escrever em papel (fundamental para desenvolver a motricidade e o gosto pela escrita) vai forçosamente ficar em segundo plano, visto que a prioridade vai ser a aprendizagem da escrita no computador, que levará os miúdos a se esforçarem cada vez menos a corrigir erros ortográficos e a escrever com perfeição.
Isto é uma espécie de chamada de atenção mais para aqueles pais que ainda não estão muito dentro destes assuntos. Não estou a dizer que o computador seja um “bicho mau” ou o “papão”, só estou a apenas a dizer que os pais têm de andar com atenção redobrada para que os seus filhos não se viciem nestas máquinas. Tal como o telemóvel, o computador vai ser ou já é, mais um objecto pessoal que os vai prender, que os vai viciar. Por isso é preciso estarem vigilantes, principalmente se eles estiverem ligados à internet, que por um lado, é um manancial de sabedoria, mas por outro lado, há muita gente mal intencionada que se aproveita da ingenuidade das crianças e se infiltram em hi5’s, msn’s e por aí fora, fazendo-se passar por crianças, mas que na realidade são pedófilos à espera de um oportunidade para atacar. Outra situação a que os pais tem de estar atentos, é não deixar as crianças muito tempo à frente do computador, quanto mais cedo e mais tempo as crianças estiverem à frente do ecrã mais depressa terão problemas de visão. Por outro lado muito tempo à frente do computador também contribui para que a criança fique obesa, que em vez de andar na rua a brincar com os colegas em brincadeiras mais saudáveis, passa horas sentado ao computador a fazer de tudo, menos (julgo eu) estudar.
Eu lembro-me quando era miúdo (e não sou um rapaz muito antigo!), juntávamo-nos aos grupos de 10 ou 15 crianças e brincávamos no bairro de uma forma saudável, ou ia-mos aos ninhos, ou passávamos pelo Piago para rasgar lá as calças no escorregadouro. Enfim, as brincadeiras da miudagem eram mais em contacto com a natureza do que são hoje em dia.
Os miúdos de outros tempos podiam não ser tão inteligentes como os de agora, teriam muitos menos brinquedos e tecnologias, mas a meu ver, a vida era vivida com muita mais intensidade, amor e dedicação, havendo tempo para tudo. As crianças de hoje têm coisas a mais e perdem a capacidade de deslumbramento muito cedo. Estamos na sociedade do imediato, das coisas dadas de bandeja. Os miúdos de agora já não lutam para conseguir ter aquilo que desejam, apenas pedem e os pais dão.
Neste caso do computador Magalhães, o governo só vem ajudar a acelerar a que se perca quase totalmente a capacidade de deslumbramento e o tempo livre para brincar que outrora as crianças tinham.
Com o objectivo de racionar os gastos com a educação, fecharam-se centenas de escolas em todo país, para se abrirem super escolas centradas nas sedes de concelhos onde irão albergar todas crianças dos concelhos a que pertencem. Vilarandelo não foi excepção, porque nisto de racionar, muitas vezes não se olha aos casos concretos, e fazem-se erros que serão irreversíveis. Com a abertura da futura super escola de Valpaços, todos os alunos do concelho (primarias e secundarias), terão de se deslocar diariamente a Valpaços para estudar, fechando-se assim escolas em óptimas condições. Tudo isto vai levar a que devido à falta de sensibilidade dos governantes, e devido a não ter havido uma luta forte e coesa por parte das associações de pais e dos presidentes dos concelhos directivos das escolas. Falando mais concretamente em relação ao caso da E/B Professor Ribeirinha Machado em Vilarandelo, vamos ter crianças de 6 anos que se levantarão muito cedo e a chegarão tardíssimo a casa com a agravante que ainda terão de fazer os trabalhos de casa que o professor manda. As crianças destas aldeias e vilas vão perder a qualidade de vida que tinham há 10 anos atrás, onde havia tempo para tudo, brincar, estudar e ajudar os pais.
Com a carga horária que as crianças têm na escola e o excesso de informação dado a elas desde tenra idade, estaremos a criar adultos em tamanho pequeno, a retirar o tempo de brincadeira saudavel de que toda a criança precisa. Numa idade em que deviam (alem de estudar) acima de tudo de brincar e interagir com os demais, estão encerrados nos quartos ou numa sala de aula à frente de um computador que se chama de Magalhães e que não é o grande navegador Português, mas um computador esquisito que tem uma pega e que vai ser “oferecido” a todos os miúdos do primeiro ciclo.
