segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Vilarandelo nos anos 60

A Casa do Povo de Vilarandelo tem um arquivo de fotos muito interessantes de alguns momentos de festa e de boa disposição. Este conjunto de fotos é de um meio século atrás, seleccionei algumas que para quem as veja tenha uma ideia de como era Vilarandelo há cerca 30/50 anos.
Estas fotos espelham um pouco como era uma população de Vilarandelo nas suas vivências que não seriam diferentes às das outras aldeias de Trás-os-Montes e do resto do país. A lição que tiramos ao olhar para estas fotos é que apesar da pobreza generalizada e das dificuldades da época, as pessoas tinham uma felicidade genuína, eram bairristas, tudo se fazia em prol da comunidade, da ajuda ao próximo. Hoje, a maior parte desses valores perderam-se. Talvez devido a estarmos numa sociedade mais egoístas, virada para o próprio umbigo. Vejam as fotos e tirem as devidas conclusões!
A duas fotos que vemos abaixo são relativamente recentes 25/30 anos , mas vemos como era a Fonte de Aldeia e o tanque, onde muitas mulheres vinham lavar a roupa ou levar água da Fonte de Mergulho.


Fonte de mergulho

Procissão da Festa de Vilarandelo - Anos 70


Procissão da Festa de Vilarandelo - Anos 70


Carroça de bois, que vai em direcção ao Bairro da Caçónia - anos 60/70


Procissão da Festa de Vilarandelo - Anos 70


Homenagem à Professora D. ª Amélia Castelo, uma ilustre professora que lecionou em Vilarandelo durante muitos anos. A rua que passa ao meio da Vila tem o seu nome.


Vemos aqui uma procissão em honra de Nosso Senhor dos Milagres mais antiga, pensa-se ser dos anos 40/50




A foto não tem muita qualidade, mas é da época em que a capela de Nosso Senhor dos Milagres estava mais abaixo da que está actualmente. É uma foto que terá (se não estou em erro) mais de 60 anos.



Aí está um momento de boa disposição! Um piquenique feito entre amigos. Conhece-se no centro da foto o Professor Ribeirinha, grande homem da nossa terra. Não escolhi esta foto ao acaso, também está presente a minha mãe!



Sopa dos Pobres - Há cerca de 60 anos a Casa do Povo servia cerca de 200 refeições diárias para os mais desfavorecidos da aldeia (principalmente as crianças). Nessa altura sim, era uma época de pobreza, não havia uma fartura que há hoje.




Este era o aspecto que tinha o Salão da Casa do Povo de Vilarandelo. No concelho de Valpaços, era o único espaço digno para Apresentar espectáculos de teatro, cinema e música.



A Banda Musical de Vilarandelo. Esta foto deve de ter mais de 60 anos. Pensa-se que a banda foi fundada em 1830, sobreviveu até hoje graças a um forte espírito bairrista vilarandelense. Bem hajam pela longevidade.




"Quico Melo" - Quem não o conheceu? era uma figura típica da nossa terra. Vivia da boa vontade das pessoas da aldeia.




Nesta foto está a primeira turma da telescola, que inicialmente funcionou na Casa do Povo, naquele salão onde actualmente funcionam os Correios, o Espaço Internet e Biblioteca Popular. Vilarandelo tinha o posto n. º 8 da telescola.

Quando vinha a Vilarandelo algum membro do Governo, coisa que raramente acontecia, era uma festa! Em 1963, tivemos a visita do Ministro das Corporações, Dr. Proença, eu penso que seria uma especie de Ministro da Segurança Social da altura! Vemos também na foto o ilustre Dr. Santos Carvalho e de outros ilustres Vilarandelense.


Aqui podemos ver o Salão da Casa do Povo repleto de gente a ouvir com atenção o sr. Ministro.


Vemos aqui a esposa do Ministro das Corporações a dar rebuçados aos miudo. O que me chama a atenção nesta foto é a simplicidade e com que admiração uma criança olha para os rebuçados. é como que se lhe tivessem dado a melhor prenda do mundo!


Aqui vemos a rua D. ª Amélia Castelo toda engalanada com arcos de flores, como se fosse um dia de festa de aldeia, tinham as varandas enfeitadas com os lençois todos bonitos para receber o tal representante do Governo!
Até o caozinho teve direito a foto!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Futsal feminino da Casa do Povo de Vilarandelo

A Casa do Povo Futsal Clube de Vilarandelo, não pára de dar cartadas no desporto regional. Para alem da equipa de futsal masculino, este ano apresenta também uma equipa de futsal feminina que vai disputar o campeonato Distrital de Futsal feminino da A. F. Vila Real. Deixo aqui uma notícia divulgada no Jornal “a Voz de Chaves” no dia 02 de Outubro de 2009.




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Festas de Vilarandelo 2009


o Fim de Semana de 29 e 30 de Agosto, realizaram-se em Vilarandelo as festas de Santa Bárbara e Nosso Senhor dos Milagres.
Acorreram a esta vila transmontana milhares de pessoas para assistirem à procissões de Sábado e Domingo.
O tempo deu uma ajuda. Proporcionando duas noites fantásticas de arraial.
Deixo aqui algumas fotos da procissão de Domingo.



















XXV.-º Festival de Folclore de Vilarandelo













Integrado nas Festas de Vilarandelo 2009, aconteceu no passado dia 22 de Agosto o XXVº Festival de Folclore.

Com uma noite de Verão agradável e com um público apreciador de Folclore, estiveram reunidos os elementos fundamentais para se poder desfrutar dos excelentes grupos que no palco do Toural actuaram e que abaixo se descrevem:

- Rancho Folclórico de Samuel – Coimbra

- Rancho Folclórico de Paranhos da Beira – Seia

- Rancho Folclórico do Baixo Vouga – Aveiro

- Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo - Valpaços

Apesar da desertificação que se tem sentido no interior do país com a fuga da população para a emigração e grandes metrópoles, Vilarandelo tem conseguido de alguma forma que as várias colectividades da terra se mantenham vivas e actuantes. O Rancho Folclórico é um exemplo vivo dessa tenacidade, consegue ininterruptamente chegar ao 25.º Festival de Folclore. Não é fácil depois destes anos todos conseguir manter com qualidade um grupo com uma média de 35/40 elementos.

Nestes últimos 10 anos, devido à falta de elementos, o grupo teve algumas dificuldades em assumir os compromissos agendados, mas com um esforço extra e “amor à camisola”, cá estão eles, a levar o nome de Vilarandelo e do Concelho de Valpaços por esse mundo fora.

Louvor feito por isso ao povo de Vilarandelo que aprecia e se mobiliza para ver o Festival de Folclore que anualmente fazemos na terra. A preocupação do grupo é sobretudo que as pessoas vejam um espectáculo de Folclore de qualidade, daí, se convidar apenas grupos Federados.

É a pensar nessa qualidade e na preservação da memória dos nosso avós, que sonhamos um dia ter um museu rural. Um espaço onde as pessoas de todas as idades possam recordar ou aprender com o legado dos nossos antepassados, um espaço onde poderíamos fazer um museu vivo, onde se recreasse uma desgranhada, um serão, um bailarico à moda antiga, uma malhada e onde se pudesse fazer uma exposição de artesanato, de fotografia ou de pintura, onde a população teria a oportunidade de por momentos fazer uma viagem ao passado, e aprender as lições dos nossos avós.

Criar um espaço destes seria divulgar o que temos de melhor, seria trazer a Vilarandelo turismo e até quem sabe criar emprego.

Estamos abertos às propostas dos Vilarandelenses, reconhecemos que não é fácil encontrar uma casa antiga, um espaço que se adeqúe ao projecto que temos em mente, mas vamos unir esforços para tornar realidade este sonho. Vamos unir esforços para que Vilarandelo tenha um local de excelência no que toca à divulgação das tradições da região.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Amolador de tesouras



Estava eu a sair da missinha de Domingo, quando me deparei com amolador de tesouras. Fiquei particularmente feliz porque já é raro verem-se figuras destas por estes lados! este amolador até tem aquela flauta típica (do tipo flauta pan), para se fazer anunciar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Algumas notícias de Vilarandelo


Durante o mês de Junho, a Casa do Povo de Vilarandelo celebrou o seu 67.º aniversário. Com a colaboração do INATEL, tivemos um mês cheio de cultura, com teatro e música popular e coral.


Assim sendo, dia 6 de Junho tivemos participação do Grupo de Cavaquinhos e Grupo de Concertinas do Rancho Etnográfico de Borbela (Vila Real).



No dia 13/06/2009 foi a vez da Oficina de Teatro de Favaios (Alijó), que nos apresentou a peça “Não se Paga, Não se Paga” de Dário Fo. A sala estava bem cheia com o público divertido com esta comedia de Dário Fo.







No dia 20/06/2009 - A animação da noite ficou a cargo da Universidade Sénior com o seu Coro e Grupo de Teatro, dirigido pelo Maestro Francisco Doutel que nos apresentou um grande momento de música coral. Na segunda parte foi a vez do grupo de Cantares “Os Rabelos do Douro” de Fontelas (Peso da Régua), animando a plateia, pondo toda a gente a cantar.







terça-feira, 3 de março de 2009

CARNAVAL DE VILARANDELO







O Carnaval é um dia onde nos libertamos, onde deitamos cá para fora tudo o que durante o ano, por uma data de coisas de caris moral e social, não temos coragem de deitar. Este mundo é assim! A sociedade e as religiões inventaram regras de conduta, leis morais, etiquetas, protocolos, etc. Hoje somos escravos de todas essas regras religiosas e sociais ao ponto de nos tornarmos dependentes delas e o mais grave é quando as levamos ao extremo!
Por isso, ciclicamente vemos certas nações deste mundo a por nessas “regras”, tudo em causa! Levando-os aos tais extremismos sem se darem conta que essas “regras” foram inventadas por homens e não por Deus! O homem não é um ser perfeito por isso as leis que ele inventa terão as suas imperfeições. Basta ligar a televisão e ver um noticiário para constatarmos isso!
Há momentos em que o caos também é necessário! Quando a ordem deixa de ter significado, quando a humanidade já não consegue através das leis que inventa dar “conta do recado”. Aí sim, O caos faz o seu trabalho, põe tudo em pantanas! Deixa tudo virado do avesso, destrói, desarruma, perturba e desprograma!
Depois é o recomeço, o aprender com os erros do passado, o renascer das cinzas.
O Carnaval tem esse simbolismo, não há regras nem leis morais, tudo é permitido. As milhentas regras da sociedade são no dia de Entrudo reduzidas a pó! Pomos uma máscara e transformamo-nos em loucos deixando as energias da natureza entrar em nós para nos libertar. Tudo isto é cíclico, a ordem dá lugar ao caos e o caos dá lugar a uma nova ordem.
Baseados nesta filosofia, há uns anos atrás, um grupo de jovens e menos jovens decidiram pôr mãos à obra e reiniciar o que distintos Vilarandelenses já haviam criado no passado. Temos hoje um Carnaval diferente graças ao esforço de muitos homens, alguns deles não se encontrando entre nós. Eles foram o motor de arranque para que hoje o nosso Carnaval seja considerado o melhor de Trás-os-Montes!
Constatamos que é necessária uma maior participação dos Vilarandelenses. Ainda há muita gente que tem medo de se “borrar” com a pintura. Limitando-se a estar do “lado de fora” a criticar o que se faz no “lado de dentro”. Não é fácil organizar um evento destes. A única coisa que pedimos aos Publico é compreensão e participação.
Um bem-haja aos primeiros impulsionadores do Carnaval! Um bem-haja a quem nos ajuda sem olhar a interesses!

Aqui deixo algumas fotos representativas do nosso Carnaval:



















































quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Diccionário de palavras e termos que se diziam em Vilarandelo

Tanto em vilarandelo, como em muitas aldeias de Trás-os-Montes e do resto do nosso país, existem maneiras proprias de falar.
O que eu quero dizer é que somos um país muito diversificado e no campo dos regionalismos a diversidade é imensa.
Com a boa vontade de algumas pessoas consegui juntar algumas palavras e termos que se diziam aqui em Vilarandelo e obviamente na região, o que não quer dizer que nas aldeias e vilas perto de Vilarandelo não se falasse algumas destas palavras de uma outra maneira.
Assim sendo, a minha ideia seria apelar a algum Vlarandelense que se lembre de mais palavras, expressões e termos antigos que as deixe num comentário no final deste post, ou que envie para o meu mail : paulopascoal@gmail.com

Então aqui vai:



Asa – nome dado também à pega dos utensílios de cozinha
Amigado – amancebado (união ilícita)
Amantizado - Amancebado(união ilícita)
Obs: Apesar de sinónimos, o povo atribuia-lhes significados diferentes. “Amigado” implicava uma união de facto entre pessoas solteiras e livres. “Amantizado” implicava que um deles era casado e se tornou amante.
Avia-te! – mexe-te! Apressa-te!
Amanhar – Arranjar; preparar; concertar
Arrepelar – puxar os cabelos
Almude – medida para líquidos (25 litros)
Almoço – era para os mais antigos a refeição a meio da manhã ( o nosso actual pequeno almoço)
Alqueire – medida para cereais , usando a rasa ( usado tambem para as leguminosas, batata e castanha)
Arrasar – decompor alguem com palavras feias
Avelada – enrrugada (diz-se da castanha meio seca)
Aguçar – afiar
Aguça – apara lapis
Aloquete – cadeado
Arujo – lasca que caiu na comida ou alguma coisa que entrou no olho.
“À minha beira” – ao pé de mim
Bacia – alguidar
Biju – carcaça
Bufar – soprar
Bafio – mofo, bolor
Badejo – geralmente pronunciava-se “varejo ou vadejo” que presume-se derivar de vadiar. Alguem que anda no badejo é alguem que anda a na diversão, “anda ao fado”, saiu com uns amigos para se divertir, etc.
"Bô bem mou finto!" - Não acretido!
Cá botar - Expressão utilizada quando se ia buscar os animais ao pasto, ex: "vou cá botar o burro"
Caçoulo/a – recipiente cilindrico em barro
Canalha – alem de utilizar este termo para uma pessoa que fez uma maldade tambem é usado com referencia às crianças ou seja: criançada.
Caldo – sopa
Canada – medida para líquidos correspondente a 2 litros
Carabunha – semente de fruto (ex: ameixa, azeitona, pessego, cereja, etc.)
Caratcho ou carai - caramba
Cavalona ou caralhona - Maria Rapaz
Cisco – lixo miudo, apara
Chôcho – fruto cujo o miolo está seco ( ex: nóz, amendoa,etc)
Cambada – porção de cachos de uvas unidos por um cordel para dependurar
Cabo – porção de cebolas devidamente unidaspara dependurar
Calcar – pisar
Cântaro – recipiente bojudo usado como medida de líquidos (metade do almude) e para ir à fonte buscar água (quando não havia amiude água canalizada)
Também como curiosidade: as nossas avós namoravam normalmente nas idas e vindas à fonte. Para prolongar esses momentos, as tanhas (ver tanha) nunca mais se enchiam, porque a água dos cântaros era vertida no chão...
Careto – homem mascarado
Chícharro – feijão frade
Cibo –pequena porção de alimento
Ceia – refeição da noite (o nosso actual jantar)
Corja – vadiagem
Capão – molho de vides ( alem de galo)
Carapins – meias de lâ
Chuço – guarda chuva
Coador – passador
Cruzeta – cabide
Curgidade - Uma pessoa que trabalha muito e faz as coisas com desembaraço
Dorna - Grande vasilha sem tampa , que serve para pisar as uvas em pouca quantidade (para fazer jeropiga ou vinho) e era utilizada em tempos mais antigos, para transportar as uvas da vinha para o lagarem carros de boi. Leva aprox. 6 almudes(ver "almude") de vinho.
Ervanço – grão de bico
Escarrapachar – sentar-se com as pernas abertas
Escorropichar – beber atá à última gota ou esvaziar completamente o líquido de qualquer recipiente
Espalhadoura – espécie de forquilha com 4 hastes co que se espalhava a palha, feno ou o estrume.
Nas eiras, aquando das malhadas, servia para separar a palha do grão
Esterco – estrume
Enfurretado – sujo com furretes (ver furrete)
Engaço - ancinho
Estouvado – doido, folgarzão
Espinha – borbulha
Estrugido – refogado
Engaranhado – que treme com o frio, que tem as mão tão geladas que consegue pegar em nada “parece que estás engaranhado!”
Enxofradeira - Instrumento no qual se coloca o enxofre, para depois se polvilhar a vinha.
Ferrar – morder
Furrete – sujo pelo carvão
Feluge – fuligem
Fado – tinha tambem o sentido de ramboia, pandega
Obs: Usava-se muito a expressão : “foi ao fado” querendo dizer: foi divertir-se...
Garabano ou garabanho – pequeno balde em lata encabado num pau com que se tirava água dos poços para regar as terras ( batata milho etc.)
Giga - É um cesto de grandes dimensões, feito de verga, utilizado para transporte de produtos agrícolas ou para levar o almoço para o campo. de menor dimensão utilizavam-se os "cestos" também feitos de verga, que eram utilizados nas vindimas, para apanhar fruta, ou para semear o centeio.
Guiço – pauzinho, ponta de ramo
Jantar – refeição principal do dia (o nosso actual almoço)
Jeira – trabalho remunerado de um dia, nomeadamente no campo
Obs: hoje a jeira equivale a 8 horas de trabalho diário. Antigamente era trabalho de sol a sol: isto é do nascer ao por do sol, nos dias de verão a jeira representava um trabalho diário de 12 a 14 horas!
Jeireiro/a – homem ou mujer que trabalha à jeira. É de lembrar (como curiosidade) que o jeireiro tinha direito a uma canada (2 litros) de vinho.
Larica – fome
Landum, lareu – pandega
Lapantim – rapaz atrevido
Lavadura – comida aguada para alimentar os porcos.
Loje ou loja – pavimento terreo onde habitam certos animais (porco, burro, coelho, etc)
Latada – armação da vinha e ainda bofetada ou tabefe
Maneia-te – mexe-te; apressa-te
Manducar – comer
Malga – tijela, usada nomeadamente para comer a sopa
Maquia – porção de grão ou fatrinha, azeitona ou azeite que os moleiros oulagareiros tiravam em paga do seu trabalho.
Confirmar junto a algun idoso se a maquia tambem era a paga nos alambiques, nos fornos comunitários e nas malhadas com máquina
Malhada – separação do grão da respectiva espiga usando o malho. Este trabalho era feito nas eiras.
Mochena – faúlha que salta do lume
Muchete – beliscão
Maroto – malicioso, brejeiro
Merenda – lanche
Molete – carcaça
Morrão – lagarta dos fruto e dos legumes
Peguilho ou isco – o que melhor se comia com o pão (presunto, salpicão, queijo, etc)
Píbeda – pevide
Picheleiro – canalizador
Pinga – vinho
Parreco – pato
Pavia - pessego duro do final do verão e sinonimo de vindimas
Pelar - queimar; escaldar
Pisadura – nódoa negra
Púcaro/a – vaso pequeno cilindrico co asa
Havia a expressão. “filho da púcara” quando se queria evitar a tal palavra que ninguém quer ouvir...
Pote – panela de ferro com 3 pés
Quartilho – medida correspondente a ½ de litro (as capacidades destas medidas diferem consoante as regiões do pais)
Ramboia – pândega
Rilhar – roer
Reco – porco
Rasa – medida para cereais e leguminosas equivalente ao alqueire (ver alqueire)
Remeia – medida de líquidos correspondente a meio cântaro(+ ou – 6 litros)
Obs: A remeia e o cântaro são exactamente iguais na forma e diferentes apenas no tamanho.
Sarroada – queda de alguém
Sertã – frigideira
Sobela - utensílio agrícola feito com um ferro cilindrico que depois de encavado num pedaço de madeira que servia de cabo servia para sovelar o milho ou seja desgranhar o milho.
Sote (sota) – loja
Tanha ou talha – vasilha de barrode grande bojo para guardar liquidos (água e azeite principalmente)
Taralhoco - maluquinho, doido
Trempe – base circular ou triangular em ferro, com 3 pés sobre a qual se colocavam as panelas ao lume .
Testo – tampa para panela ou pote
Tojo – alem do arbusto tinha também o sentido de laréu
Topada – batida involuntária do pé em qualquer objecto (porque se andava descalço)
Ruço – loiro
Racha – tronco de árvore cortada empedaços para a lareira
Trôcho – pau grosso
Trilhar – magoar
Trolha – pedreiro
Zerbada ou Zimbrada - chuva forte