domingo, 12 de setembro de 2010

Festas de Vilarandelo 2010

Este ano fiz parte da Comissão de Festas de Vilarandelo e dado ao intensso trabalho que tivemos, não me foi possível descrever aqui ao pormenor nem fazer uma reportagem do que aconteceu naquele 9 dias de festividades em Vilarandelo. Para quem quiser saber um pouco mais do que se passou nesses dias de festa, aconselho uma visita ao blog do amigo e Vilarandelense José Doutel Coroado. O blog tem como nome: "Vilarandelo - um dia uma imagem", é um blog que nos delicia diariamente com imagens, pensamentos e algumas palavras, é, no essencial dedicados a Vilarandelo e à nossa região. Deixo abaixo o link para o blog:

http://vilarandelo-umdiaumaimagem.blogspot.com

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

XXVI - Festival de Folclore de Vilarandelo



Vai realizar-se no Sábado dia 21 de Agosto de 2010, pelas 21:30h o XXVI Festival de Folclore. Organizado pelo Grupo Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo. Este festival terá a presença dos seguintes grupos:

- Rancho Folclórico de Cabeça Veada – Porto de Mós

- Rancho Folclórico de ACDR de Meãs – Montemor o Velho

- Grupo Cultural Semente – Espinho

- Rancho Folclórico S. Tiago de Custóias - Porto

- Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo

Uma vez mais, o Rancho Folclórico de Vilarandelo nos vai apresentar uma noite recheada de folclore de qualidade. Este ano, no final do festival o grupo tem reservada uma surpresa gastronómica para as pessoas que vierem assistir ao evento. Cá estaremos para passar uma bela noite!!!


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Grupo Coral de São Roque do Faial - Madeira

Grupo Coral de S. Roque do Faial que a convite da associação Cronologia dos Sons esteve no nosso concelho cerca de 8 dias. Em Vilarandelo cantaram na missa das 11h de Domingo dia 01 de Agosto e na tarde desse dia, deram um concerto no Salão de Festas da Casa do Povo. Este pequeno vídeo foi gravado no salão de Festas da Casa do Povo de Vilarandelo.

cronologia dos sons

O Grupo Coral da Associação Cronologia dos Sons sedeada em Valpaços e criada à cerca de 1 ano, tem como maestro o Prof. Francisco Diegues Doutel. Esta associação está vocacionado essencialmente para a música coral. Apesar de ser uma associação muito jovem já está a mostrar trabalho. Recebeu recentemente o grupo coral da Casa do Povo de S. Roque do Faial da Madeira. Este grupo esteve no nosso concelho do dia 28 de Julho ao dia 4 de Agosto. Foram 8 dias de intensa actividade coral e cultural. Os dois grupos corais fizeram actuações por todo o concelho de Valpaços, nomeadamente em Valpaços, Carrazedo e Vilarandelo. Os elementos do grupo Coral da Madeira ficaram distribuidos pelas casas dos elementos do grupo anfitrião. Isto originou uma maior proximidade entre os elementos dos dois grupos. Se tudo correr bem, para o ano que vem o grupo coral da Associação Cronologia dos Sons fará uma visita à ilha da Madeira para se selar este intercambio cultural entre os dois grupos.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

PROGRAMA DAS FESTAS DE VILARANDELO – AGOSTO 2010

Anualmente, no último fim de semana de Agosto, realiza-se em Vilarandelo as festas em honra de Sta Bárbara e N. S. dos Milagres.

Deixo aqui o programa das festas 2010:

SEXTA-FEIRA DIA 20

21h30 – Iluminação dos arcos

SABADO DIA 21

15h00 – Jogos populares (pedipaper)

21h30 – Festival Nacional de Folclore (Org. Rancho Folclórico)

DOMINGO DIA 22

15h00 - Festival de Freestyle Motocross

No Campo de futebol de Vilarandelo (Org. Grupo TT Usprigozus)

SEGUNDA –FEIRA DIA 23

21h00 - Missa no Santuário

22h00 - Jogos Populares

TERÇA-FEIRA DIA 24

21h00 - Missa no Santuário

21h30 – Noite de variedades com António Cavalheiro e seu elenco

(no Salão de Festas da Casa do Povo)

QUARTA-FEIRA DIA 25

21h00 - Missa no Santuário

22h00 – Música Popular

QUINTA-FEIRA DIA 26

21h00 Missa no Santuário

Grande espectáculo na Casa do Povo:

1.ª parte - Com a Actuação do grupo coral da Associação Cronologia dos Sons de Valpaços – Dirigido pelo Maestro Francisco Doutel

2.ª parte – Espectáculo de magia com Guto mágico

SEXTA-FEIRA DIA 27

Dia dedicado a S. Vicente e ao Emigrante

07h00 – Salva de morteiros

10h00 – torneio de Pétanque

14h00 – torneio de Pétanque(cont.)

Torneio de FITO

21h00 – Romagem do Emigrante ao Santuário do Sr. Dos milagres, com procissão de velas em honra de S. Vicente, seguido de missa e sermão.

22h00 – Actuação da Banda Musical de Vilarandelo

SABADO DIA 28 – dia dedicado a Stª Bárbara

07h00 – Salva de morteiros

08h00 – Arruada da Banda Musical de Vilarandelo

11h00 – Missa solene com sermão em honra de Stª Bárbara, seguida de majestosa procissão.

14h00 – Perícia de Automóveis (org. pelo Clube Automóvel de Vilarandelo)

22h00 – Grandioso Arraial com a actuação do Grupo – ALTA DEFINIÇÃO

DOMINGO DIA 29 – Dia dedicado a Nosso Senhor dos Milagres

07h00 – Salva de morteiros

08h00 – chegada das bandas musicais de:

TANGIL – (VIANA DO CASTELO) e

VALPAÇOS

11H00 – Missa Dominical solenizada com sermão em honra de Nosso Senhor dos Milagres

14h00 – Concerto no jardim do Toural com as bandas musicais convidadas

15h00 – Chegada da Fanfarra do Agrupamento de Escuteiros de Valpaços e da Brigada do Esquadrão de Cavalaria da GNR.

17h00 – Majestosa procissão de fé, com o desfile de vistosos andores e lindíssimos anjinhos.

Com a participação de 3 bandas musicais, 1 fanfarra e a brigada montada da GNR em peregrinação ao Santuário de N.S. dos Milagres.

22h00 – Abertura do arraial abrilhantado pelas bandas musicais convidadas.

12h00 – actuação do grupo musical RITMO JOVEM com a cantora CRISTIANA (entrada livre)

01h00 – Grandioso espectáculo piromusical e uma surpresa com água e fogo de artifício

Apareçam que de certeza não se irão arrepender!!!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Encontro cultural - 25 de Abril

Patrocinado pela Universidade Senior RUTIS de Valpaços, vai ser realizado na Sexta Feira dia 23 de Abril (Hoje) às 18:15h, no Centro Cultural Luis Teixeira em Valpaços, um encontro cultural em jeito de tertulia, onde se colocará à discusão as seguintes perguntas pertinentes:

- A oportunidade da iniciativa
- Do Império Colonial à Europa - que percurso?
- 35 anos de poder autárquico - que resultados?
- A agricultura, no, antes e depois, que futuro?
-Patrimónios Culturais - que evolução?
- A juventude pós-revolucionária - Que valores?

Com um painel de tertulianos bastante diversificado, penso ser uma oportunidade para nos questionarmos e se calhar encontrar algumas respostas em relação ao portugal pós 25 de abril.

Parabéns à Universidades Sénior de Valpaços por mais esta iniciativa!



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Corrida de carrinhos de rolamentos


Numa época em que os miúdos e até os mais graúdos passam a maior parte do tempo fechados em casa, agarrados à televisão ou ao computador e em centros comerciais, é de salutar a iniciativa do Agrupamento de Escuteiros de Valpaços. O objectivo de recuperar a tradição das corridas de carrinhos de rolamentos penso que foi conseguida. Na tarde do Domingo passado juntaram-se naquela estrada que passa ao lado da Segurança Social em Valpaços, à volta de uma vintena de carrinhos de rolamentos. Para além de aparecerem pilotos da Cidade de Valpaços, apareceu um grupo de Bragança e até de Vilarandelo tínhamos lá dois concorrentes. Este desporto/hobby tem muitas vantagens, para além de tirar os miúdos de casa, desenvolve neles uma competição saudável. O carro de rolamentos apesar de ser de construção relativamente simples, são no essencial construídos pelos miúdos com a ajuda dos pais é claro. É aqui que a imaginação entra em acção. Aparecem carros com designe futurista, simples e ao gosto de cada um. A construção e corrida dos carros de rolamentos incentivam os miúdos e graúdos a ter de funcionar em equipa, a desenvolver capacidades ao nível da imaginação na construção destes carros.





Este até tem umas flores desenhadas à volta, não seja ele de uma menina!




Este mais parece um carro de formula I !



É preciso estar numa pose aerodinâmica senão não se ganha a corrida!




Este carro é do Hugo de Vilarandelo, um modelo bastante futurista!



Modelo para duas pessoas, meninas, nota-se pela fotografia da Hanna Montana!





A caminho da meta!




Aqui está um modelo simples mais em promenor.





Descer foi facil, a sorte deles é que os escuteiros tinham tudo pensado, usaram uma moto4 para rebocar os carros para cima.




Temos aqui uma concorrente graúda em prova!



Este leva-o à mão, também faz exercicio!





O carro de rolamentos na maior das simplicidades, basta uma tábua, 4 rolamentos, dois ferros, uma guita para guiar e uma almofada para não magoar o rabo!








quarta-feira, 31 de março de 2010

O POTE DE FERRO

Apesar de em algumas casas de Trás-os-Montes ainda se utilizar o pote de ferro, vemos gradualmente o uso deste utensílio de cozinha a desaparecer. Hoje recorda-se com saudosismo o tempo em que se cozinhava nestes potes. Até a comida sabia melhor! Dedico este post a esse objecto ancestral onde os nossos avós cozinhavam o caldo e as batatas, num tempo em que não havia fogões a gaz.

Deixo abaixo um texto escrito pela sr.ª Elisa Pascoal retirado do Jornal Arauto n.º 17 que retrata bem como eram os tempos em que as pessoas se reuniam nos serões à volta da fogueira e onde os potes tinham um lugar de destaque no seio das famílias:


"Pote de ferro, hoje peça decorativa…



Lembranças da minha infância.


Hoje é a vez da famosa panela de ferro fundido, mais conhecida por pote, também conhecida pela panela de três pés.


Ainda me lembro dos potes, de vários tamanhos estrategicamente colocados á volta da fogueira, na lareira da cozinha, tanto na casa dos meus avós como na dos meus pais e mais tarde na dos meus sogros, assim como em todos os lares da aldeia.


Ainda me recordo do sabor dos alimentos aí cozinhados, pelo tempo da matança do porco e do agradável sabor e do ritual á hora das refeições, principalmente do jantar onde a refeição predominante era os chícharros…


Recordo-me das histórias, verídicas, contadas vezes sem conta pelo meu sogro, do tempo em que os potes de 20 e 30 litros ou mais se enchiam de caldo, para dar de comer a famílias inteiras que vinham ajudar nos trabalhos agrícolas, aproveitando para matar a fome também aos filhos.


A pouco e pouco foram surgindo novas tecnologias e actualmente são raras as pessoas mesmo nas aldeias que não se renderam aos modernos utensílios de material mais prático e apelativo, abandonando quase por completo o tradicional pote de ferro. Muitos deles é-lhes dada nova função… assumem o papel de “ vasos” ostentando belas espécies de plantas e flores decorando varandas, alpendres, etc.


Junto dos potes encostava os meus pés ao borralho e com a tenaz ia remexendo no lume horas e horas como num encantamento!!! Os meus pais ralhavam “ estás a mexer no lume vais fazer xixi na cama” era uma maneira de eles me fazerem parar de mexer no lume que depois de tanto mexer acabava por se apagar.


Por vezes chegávamos com algumas castanhas que eu e os meus irmãos, metíamos no borralho e ficávamos ansiosos à espera… era cada salto quando elas rebentavam espalhando a cinza , deixando-nos de boca aberta a olhar sem lhe sentir o sabor…


Era também junto da lareira que na noite de consoada deixávamos os sapatinhos que no dia seguinte dia, de Natal, logo pela manhã corríamos à procura dos presentes aí colocados pelos nossos pais fazendo-nos crer que era o menino Jesus que descia pela chaminé.


Perante todas e estas e outras recordações restou-me a opção de adquirir uma peça nova, pois só um pote usado e repleto de recordações serviria os meus objectivos.


Visto isto à distância no tempo, acabam por ser boas lembranças, no meio de outras. Hábitos que a modernidade dispensa mas que a memória não apaga."



Elisa Pascoal




Continuando a falar em potes, a Casa do Povo de Vilarandelo que foi fundada há já 66 anos, após a sua fundação e em tempos muito difíceis, começou por servir a “sopa dos pobres”, feita em potes de ferro, aos mais carenciados, que eram muitos. A foto que vemos em baixo foi retirada do jornal Arauto, sendo que dois destes potes levavam cada um 8 almudes, e o terceiro 6 almudes. Para quem não sabe o almude é igual a 25 litros. Faziam-se diariamente 6 almudes de leite e 10 almudes de sopa.








VALPAÇOS, CONCELHO DA FOICE


Diz-se por aí que Valpaços é o concelho da foice, mas o que a maior parte das pessoas não sabem é o porquê de chamarem o concelho "da foice". Na edição n.º 13 do Jornal Arauto da Casa do Povo de Vilarandelo saiu um texto da autoria do Sr. Eduardo Ferreira Costa, ilustre Vilarandelense
que vive em Valpaços. O Sr. Eduardo conta um episódio interessante sucedido no inicio do século XX em Valpaços que passo a transcrever:


"Era isto que eu ouvia vezes sem conta, principalmente, quando fui a tropa em 1967.



No comboio entravam mancebos de todos os lados e perguntavam-me:



- De onde és?...



- Sou de Valpaços.



- Ah!... És do CONCELHO DA FOICE...



A foice em questão é a foice roçadoura, de cabo comprido para roçar mato, silvas e infelizmente praticar alguns crimes, naquela época. Porque a dos ceifeiros era gadanho e ceifeiros havia muitos em todo concelho.



Eu tinha 14 anos quando um senhor de Vilarandelo, com os seus 90 anos me contou a revolta popular e o assalto, do qual ele mesmo participou, às finanças de Valpaços. Por motivos de lançamento e subida de impostos daquela época, mais concretamente em 1935.



Houve uns cabecilhas que mobilizaram a população do concelho, no dia aprazado, estavam organizadas duas concentrações, uma em Carrazedo e outra em Vilarandelo para rumar a Valpaços. Porem, alguns bufos traíram a população e avisaram o chefe das finanças da revolta do povo. Desta forma, oportunamente, o chefe das finanças alertou e mobilizou as tropas de cavalaria do Porto para que no dia marcado estivessem à espera dos revoltosos.

A concentração que estava preparada em Carrazedo para rumar a Valpaços, viu passar por lá a cavalaria e desmobilizou, abortando as suas intenções, no entanto, não avisaram a outra concentração que estava preparada em Vilarandelo, uns dizem que foi por falta de tempo, outros dizem que foi medo de represálias e como não havia telemóveis, a mensagem não passou.


Os da zona de Vilarandelo, ninguém faltou à hora marcada. Bairistas, Malteses e perigosos, armados com armas de fogo, sacholas, forquilha e foices, uns calçados outros descalços, parriqueiro abaixo a toque de caixa, que ritmava a marcha. O homem do cornetim que ensaiou previamente o toque para avançar ou recuar, de acordo com as condições. Alguns populares menos crentes iam pelos campos a corta-mato, (mirones) para ver o resultado daquela aventura.

Eis em Valpaços, determinados invadiram as finanças, queimando e destruindo muita papelada, quando se aperceberam, estavam cercados pela cavalaria. foi cada um por si, uns foram presos, outros pisados pelas patas dos cavalos e outros fugiram em debandada pelos campos, atirando com as armas do crime aos poços. Depois de recolhidas essas armas, as que estavam em maior número eram as foices. Daí Valpaços ter ficado conhecido pelo Concelho da foice.

Dos revoltosos, os que ficaram presos foram logo condenados a sustentar cavaleiros e cavalos temporariamente até os ânimos acalmarem. Quando foram julgados, o Juiz apercebeu-se que a revolta teve origem na base de três famílias, a dos Tétés, dos Turíbios e dos Taraitas, daí o rótulo da revolta dos três "TTT".

Eu vi e li jornais nacionais que noticiaram o acontecimento naquela altura.

Desafiava os nossos governantes a assumirem a história do Concelho, para o bem e para o mal. Temos tantas rotundas tão pobres e tão despidas, porque não um monumento alusivo ao concelho da foice? Até poderá servir de símbolo para outros fins. Faço um apelo aos meus conterrâneos de Vilarandelo, como andam a fazer o jardim público no Largo do Toural, porque não um monumento a comemorar esta revolta popular? Isto não acontece todos os dias, nem todos os anos, nem todos os séculos, mesmo que naquela altura tivesse sido uma derrota. Hoje faz parte da história e ela, é feita de conquistas e derrotas. Pensem nisso, digníssima Junta de Vilarandelo."



EDUARDO FERREIRA COSTA

terça-feira, 30 de março de 2010

Visita do Presidente da Federação do Folclore Português ao Grupo Folclórico de Vilarandelo



Durante o dia de Sábado do fim-de-semana da Feira do Folar de Valpaços, o Presidente da Federação do Folclore Português sr. Fernando Ferreira fez uma visita ao nosso grupo de folclore.
A visita do Sr. Presidente da Federação a Vilarandelo foi como uma lufada de ar fresco para o grupo. Às vezes é necessário este “empurrãozinho” para dar um novo alento ao rancho porque nem sempre as coisas são fáceis, vivemos num interior cada vez mais “desertificado” de serviços e população, sendo por isso difícil manter cá a juventude que por outro lado também não se interessa muito pelas questões do folclore.
Durante o dia de Sábado, o Sr. Presidente aproveitou para visitar Vilarandelo, a região envolvente e finalmente conhecer a Feira do Folar. Ao final da tarde o grupo reuniu com o Sr. Presidente no Salão de Festas da Casa do Povo de Vilarandelo para ter uma conversa entre amigos. A conversa não foi para dizer o que está bem ou mal, mas para dar um incentivo na continuação do nosso trabalho em prol do folclore que bem precisamos. O Sr. Presidente aproveitou para dar uns diplomas de reconhecimento pelos anos dedicados ao folclore sendo costume a Federação condecorar os elementos dos ranchos consoante os anos de antiguidade, dando medalhas e diplomas grau bronze, prata e ouro.
A Federação do Folclore Português é uma instituição não governamental que desde a sua criação com o Sr. Augusto Santos, tem sabido dar directrizes aconselhando os grupos de folclore a fazer investigação e preservação de todo o património que os nossos antepassados nos deixaram. Os grupos de folclore que seguem esta linha com seriedade são por isso um museu vivo. É urgente criar pólos de investigação etnofolclórica, se não, corremos o risco de mais tarde ou mais cedo perdermos as memórias que ainda vão estando vivas.
A Federação do Folclore Português e o INATEL dão através de várias formações, congressos e visitas dos técnicos aos grupos, ferramentas suficientes para que os grupos façam as recolhas das tradições materiais e imateriais com método, obedecendo às normas estabelecidas. É necessário catalogar, gravar e registar, para depois se fazer uma avaliação criteriosa do material recolhido que servirá de matéria-prima para as representações que os ranchos fazem em palco.
Foi por isso que há uns largos anos atrás pedimos a colaboração da Federação que na pessoa do sr. Augusto Santos nos foi solicitada. Nessa altura, alguns elementos do grupo folclórico, munidos de paciência, um gravador de cassetes, papel e caneta, lá iam aos Domingos pelas terras do concelho de Valpaços e do concelho vizinho de Vinhais, recolher informação junto dos mais idosos. Todo este trabalho nos destacou dos demais grupos folclóricos do concelho e concelhos vizinhos. No distrito de Vila Real existem dezenas de grupos folclóricos mas apenas dois ou três são federados. Não quero com isto desprestigiar os outros grupos da região, Só queria dizer que os grupos folclóricos não têm só a responsabilidade de ocupar o tempo livre das pessoas que fazem parte desses mesmos grupos, mas tem principalmente a responsabilidade acrescida de levar a outras terras as tradições e costumes procurando serem fiéis e dignos representantes da singularidade da cultura tradicional transmontana.
Ao Sr. Presidente da Federação do Folclore Português agradecemos de coração a visita que foi um incentivo para todos os elementos do grupo mas principalmente para os jovens
Foto de Grupo


Um dos elementos do Rancho que recebeu o diploma


Ouvindo atentamente os conselhos do Sr. Presidente