quarta-feira, 29 de dezembro de 2010



Parece que estou a voar sobre as nuvens não é?
Ia de autocarro e aproveitei para tirar umas fotos ao vale de Chaves que não se vê mas está lá. Como que por encanto desapareceu!!!
Há medida que vamos descendo para Chaves, graças ao nevoeiro parece que passamos para uma outra realidade, Chaves torna-se assim mais misteriosa, aproximando-se do seu passado medieval.

A pedra da pevide

Será a arca de algum tesouro? Não creio! Da maneira que estamos em crise já não estaria ali!



Já alguns tempos que não ia para os lados da Pevide. No outro dia fomos à azeitona para aqueles lados e aproveitei para tirar uma foto à que dizem ser a maior pedra do concelho de Valpaços e arredores. Não sei se é a maior, mas que é grande é! esta pedra encerra uma lenda para brincar com os mais novos. Dizia-se aos mais novos e ingénuos que dentro daquela fraga existia uma velha a fiar e que para ouvi-la bastava colocar o ouvido não encostado mas a 3 ou 4 cm da pedra. É claro que havia na época sempre algum inocente que acreditava nesta história!
Mal o indivíduo se preparava para ouvir o diacho da velha, quase como sem dar por isso recebe um empurrão do lado contrário, batendo com a cabeça naquele enorme rochedo! Eu nem imagino as asneiras que a vítima da brincadeira terá dito, mas a verdade é que sempre ouviu qualquer coisa! Para além duma grande dor de cabeça, ficou a ouvir durante algumas horas o zuido da pancada a martelar-lhe o cérebro!!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cantata de Natal em Vilarandelo


Na proxima terça-feira dia 28 de Dezembro pelas 21:00 horas, na Igreja Paroquial de Vilarandelo, o coro da Associação Cronologia dos Sons em conjunto com os alunos da escola de Musica Osnabruck, vão-nos deliciar com uma Cantata de Natal. Sob a batuta do maestro Francisco Doutel, o coro e escola de música para além de actuarem em Vilarandelo darão mais três concertos, em Carrazedo de Montenegro (27 de Dezembro), em Valpaços (29 Dezembro), e Murça (30 de Dezembro). O coro da Associação Cronologia dos Sons está sedeado em Valpaços, mas tem elementos de todo o concelho, inclisivé de Vilarandelo. A associação tem cerca de 1 e meio ano de existência, vocacionada para a música coral, procura levar às populações este género de música ainda pouco divulgada no nosso concelho.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cai neve em Vilarandelo















Batem leve, levemente,


como quem chama por mim.


Será chuva? Será gente?


Gente não é, certamente



e a chuva não bate assim.


É talvez a ventania:


mas há pouco, há poucochinho,


nem uma agulha bulia



na quieta melancolia


dos pinheiros do caminho...


Quem bate, assim, levemente,


com tão estranha leveza,



que mal se ouve, mal se sente?


Não é chuva, nem é gente,


nem é vento com certeza.


Fui ver. A neve caía


do azul cinzento do céu,


branca e leve, branca e fria...


- Há quanto tempo a não via!


E que saudades, Deus meu!


Olho-a através da vidraça.


Pôs tudo da cor do linho.


Passa gente e, quando passa,


os passos imprime e traça


na brancura do caminho...


Fico olhando esses sinais


da pobre gente que avança,


e noto, por entre os mais,


os traços miniaturais


duns pezitos de criança...


E descalcinhos, doridos...


a neve deixa inda vê-los,


primeiro, bem definidos,


depois, em sulcos compridos,


porque não podia erguê-los!...


Que quem já é pecador


sofra tormentos, enfim!


Mas as crianças, Senhor,


porque lhes dais tanta dor?!...


Porque padecem assim?!...


E uma infinita tristeza,


uma funda turbação


entra em mim, fica em mim presa.


Cai neve na Natureza


- e cai no meu coração.



Augusto Gil

domingo, 14 de novembro de 2010

Teatro em Vilarandelo - Sábado dia 20 de Nov.






No proximo sábado dia 20 de Novembro pelas 21.30h, no salão de espectáculos da Casa do Povo vai actuar o grupo de teatro TEF(Teatro Experimental Flaviense) com a comedia:
"Jorge Dandino ou Um Marido Confundido" de Moliére.

"A peça “Jorge Dandino ou um Marido Confundido” estreou com casa cheia em Fevereiro para comemorar os 30 anos do Teatro Experimental Flaviense (TEF) e subiu cinco vezes ao palco em Chaves, mas muitos não a viram e iam pedinchando uma nova oportunidade. Rufino Martins, director da companhia, faz-lhe agora a vontade. “Esta peça está entre os melhores trabalhos do TEF pela qualidade da encenação. Tem um cenário vistoso e imponente; o som, a luz e o guarda-roupa são fabulosos. Os actores têm muita experiência, o que faz com que a peça resulte em qualquer lado e que a crítica seja muito boa”, explica o director do TEF.

Mas afinal quem é Jorge Dandino? Um ingénuo e rústico aldeão que casa com uma fidalga sem dinheiro e rápido descobre as pérfidas intenções da senhora ao deparar-se com as suas infidelidades matrimoniais. Durante cerca de 1h20, oscilando entre situações cómicas e um desespero dramático, Jorge Dandino tenta desmascará-la, mas não consegue, já que a sogra também não quer perder a fortuna do genro. No fundo, “é um homem bom e honesto que tem a infeliz ideia de pensar que a fidalguia e o dinheiro deveriam andar de mãos dadas”, descreveu o encenador Ruy de Matos na estreia da peça. Mas ao contrário do ditado e ironia das ironias, “a trama da peça parece não os castigar pois persistem impunemente na sua conduta”, conclui o encenador do Teatro Nacional D. Maria II. É aqui que reside o génio singular de Molière.

“É uma peça de um grande autor. Molière é extraordinário. Esta é uma comédia, mas dá que pensar porque o personagem principal vê-se envolvido numa série de enganos por parte da mulher e da sogra, que dá pena dele”, comenta Rufino Martins. “Hoje, também há maridos enganados pelas esposas. Este tema vem quase do princípio do mundo aos dias de hoje. Esta é a maneira que Molière via um estrato da sociedade, que se reflecte também na actual”, conclui o director do TEF. “Jorge Dandino” andou este ano em itinerância e até ao final do ano deverá ser representada mais sete vezes em localidades dos distritos de Vila Real e Bragança."

Excerto retirado do diário @ctual do Alto Tâmega e Barroso

Apareçam, que de certeza vão passar um bom bocado na companhia deste grupo de teatro.

A entrada é gratis!


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Novo blog do Rancho Folclórico de Vilarandelo


O Rancho Folclórico de Vilarandelo entrou para a blogosfera com um blog onde vai deixando informação sobre o que vai acontecendo anualmente com este grupo.

Deixo em baixo o link para mais este blog sobre Vilarandelo:



terça-feira, 26 de outubro de 2010

O vinho de Santa Bárbara



Quando no ano passado a Comissão de Festas andou a pedir para o vinho de Santa Bárbara, surgiu por parte de algumas pessoas (emigrantes) dúvidas em relação a este peditório. O Comissário Sr. José Carvela andou por terras de França e contactou vários emigrantes vilarandelenses no sentido de lhes pedir para o vinho de Santa Bárbara! Houve alguns emigrantes que não sabiam nem nunca tinham ouvido falar neste peditório. Pois aqui vai uma breve explicação:


Antigamente, a nomeação dos Comissários era de maneira ligeiramente diferente. Ser Comissário da festa era uma honra, por isso, eles eram nomeados no Domingo da festa, logo depois do sermão que o padre fazia no fim da procissão. Os novos comissário encaravam a nomeação como se de uma missão divina se tratasse. Hoje, as Comissões de Festas são nomeadas um pouco por vingança, ” – este criticou-nos, vamos nomeá-lo!”


O sentido de responsabilidade é cada vez menor e nas comissões nomeadas só um ou dois é que ficam, acabando por falar com mais meia dúzia deles reorganizando assim a Comissão para a festa desse ano. É assim que tem mais ou menos acontecido estes últimos anos.


Mas, voltando ao vinho de Santa Bárbara, antigamente, os novos comissários começavam logo a trabalhar para arranjar dinheiro para a festa. Vilarandelo era terra de muita produção de vinho. Então, logo por altura da encubada, era costume os homens da Comissão andar de porta em porta a pedir vinho para a Santa Bárbara. Cada produtor dava sempre um almude ou um cântaro de vinho, sendo uma forma de agradecer à Santa a boa produção daquele ano. Todo o vinho recolhido pela aldeia era depositado numa pipa que a comissão tinha para o efeito, para posteriormente ser vendido aos barrosões. O dinheiro feito da venda deste vinho era para a festa pois toda a ajuda monetária era preciosa.


Hoje, a tradição já não é o que era, os produtores de vinho são cada vez menos e a maioria da população de Vilarandelo já não o produz, daí a comissão andar na mesma de casa em casa a pedir para o vinho de Santa Bárbara. Mas, para não se perder a tradição por completo, as comissões continuam a fazer o peditório, pedindo dinheiro e não vinho como antigamente. É uma forma que se arranjou para não se perder por completo uma tradição e ao mesmo tempo angariar fundos para a festa.

Dr. Olímpio Seca - homenagem centenário

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cantar o hino




Numa época em que o amor à pátria e aos nossos símbolos está um pouco pelas ruas da amargura, achei interessante a ideia que a organização das celebrações do 5 de Outubro teve. Tivemos então dia 5 de Outubro por volta das 10h e 30mn, todo o país a cantar o hino, e como não podia deixar de ser Vilarandelo uniu-se ao projecto. A Banda, o Rancho e uns quantos vilarandelense lá se juntaram à hora prevista. O maestro da Banda levantou a batuta e cantou-se o hino!!!

...Contra os canhões marchar, marchar!

O momento foi filmado com uma máquina fotográfica e enviado para o email da Assembleia da República. Dizem que durante o dia iriam passar na televisão algumas das filmagens enviadas. Eu não vi nada! Mas também não interessa, o que interessa é que nos tenhamos mobilizado contribuindo para a divulgação do hino, honrando-o da melhor forma, cantando.


video

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Os nosso concelhos vizinhos






Este fim-de-semana, mais propriamente no Domingo, eu e a minha família fomos dar um passeio. O dia estava bonito, apetecia passear! Não foi preciso ir para muito longe, Trás-os-Montes tem muitos recantos para serem descobertos. Bastou fazer uma pequena visita aos nossos Concelhos vizinhos de Mirandela e Macedo de Cavaleiros. São dois concelhos que nos últimos 15/20 anos souberam encontrar estratégias para atrair os turistas e deixar dinheiro nesses concelhos. Não quero com este texto melindrar nenhum poder político instituído mas o que tem de ser dito, tem de ser dito e a realidade está às vistas. O Concelho de Macedo de Cavaleiros por exemplo tem um posto de turismo que é por excelência a porta de entrada para qualquer pessoa que queira visitar aquela região. A primeira coisa que fizemos quando entramos no Posto de Turismo foi informarmo-nos do que havia no Concelho, depois de uma explicação breve dada por uma funcionária simpática tivemos acesso a panfletos, desdobráveis, livrinhos e 2 ou 3 postais, onde ficamos logo a saber que têm um roteiro museológico de 7 museus espalhados pelas aldeias do concelho com temáticas muito diferentes que vão desde a arte sacra e arqueologia ao azeite e Folclore, ficamos a saber que têm uma rota dos pelourinhos e do azeite, ficamos a saber quais os restaurantes e as especialidades gastronómicas da região. Temos acesso a uma agenda cultural onde notamos que a actividade cultural do concelho não acontece apenas nos meses de verão, mas durante todo ano. Ficamos a saber que, como eles têm um espaço digno para espectáculos de teatro podem trazer a Macedo artistas que de outro modo só se poderiam ver em Vila Real ou Bragança. Ficamos a saber que nessa mesma agenda cultural são divulgadas (incentivando assim) todas as actividades culturais e desportivas das associações (que são muitas). Através desta agenda cultural também ficamos a saber que o município de Macedo se preocupa por dinamizar as aldeias pondo-as na rota cultural e desportiva do Concelho, onde para isso se criou uma associação (Potrica – Associação Cultural do Nordeste Transmontano) que se dedica a incentivar, promover e divulgar eventos culturais no Concelho e fora dele. Para além desta divulgação no posto de Turismo, O município Macedense tem um Site onde não se limita a dar notícias e informação do que o Município faz ou tem, é acima de tudo um sítio onde a informação cultural, desportiva, turística e gastronómica tem destaque, privilegiando e apoiando a divulgação da gastronomia, cultura e desporto do Concelho de Macedo de Cavaleiros.


O trabalho que os municípios nossos vizinhos de Macedo de Cavaleiros, Mirandela e até Vinhais, têm desenvolvido em prol do turismo, não é feito em cima do joelho, foram necessários 15 ou 20 anos para que as coisas funcionem com qualidade. A qualquer altura do ano se vê gente nas ruas de Mirandela ou de Macedo, turistas que visitam aquelas terras deixando lá dinheiro, fomentando-se o negócio. Em Vinhais por exemplo, caminha-se a passos largos para esta auto-sustentação baseada num turismo de qualidade com o parque biológico da vila. Ou seja, não basta pensar em desenvolvimento à base do betão e promover uma ou duas feiras gastronómicas. Se não promovermos um turismo sustentável que se centre na divulgação e apoio do que se faz e do que se tem no nosso Concelho, corremos o risco de perder competitividade em relação aos outros concelhos vizinhos. Os turistas que vêm visitar Trás-os-Montes vão a Mirandela, Macedo, Bragança, Miranda do Douro, Vinhais ou Chaves e acabam por esquecer Valpaços que, tirando os dias de aulas, a Feira do Folar, o mês de Agosto e o inicio de Setembro com a festa, parece uma cidade fantasma, pouco ou nada mais há divulgado, que mantenha por aqui as pessoas.


Nestes últimos 15/20 anos o Concelho de Valpaços evoluiu sim, não o nego, ao nível dos acessos temos melhores estradas, ao nível social fez-se um grande investimento em novos centros de dia e lares, ao nível energético com investimento nas mini-hídricas, ao nível do bem-estar, foram feitos alguns jardins e parques e por aí fora… Falta a meu ver cuidar melhor do nosso património histórico e paisagístico, falta criar condições e estratégias para cativar o turismo para o nosso concelho ao longo de todo ano, falta criar um programa cultural diversificado que passaria por ter um espaço nobre vocacionado para as apresentações de teatro e outro tipo de espectáculos, falta envolver mais as associações do Concelho dando-lhes incentivos numa tentativa de encontrar uma plataforma de entendimento vocacionada para o turismo e para uma maior divulgação da cultura, desporto e outras iniciativas que aqui se produzem. Resumindo, falta agarrarmos com unhas e dentes a oportunidade de mostrar aos outros que também temos e fazemos coisas boas e com muita qualidade, para que quando as pessoas vieram visitar Trás-os-Montes, alguém lhes tenha dito ou de lerem em algum sítio que afinal no Concelho de Valpaços também temos paisagens bonitas e bem tratadas, que temos uma gastronomia de qualidade, que temos muitas igrejas e monumentos centenários para visitar, que temos e poderíamos mostrar semanalmente a nossa cultura num espaço de qualidade (se existisse). Mas para isso a autarquia terá mudar radicalmente a maneira de olhar para o Concelho, olhando-o como um todo, envolvendo todas as freguesias na divulgação e na criação de um programa cultural, desportivo e gastronómico.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

vilarandelo - Vídeo do Carnaval

Mais uma espectacular amostra do que é o nosso carnaval...

Mais um vídeo sobre Vilarandelo

Encontrei no youtube este vídeo sobre Vilarandelo, ainda por cima tem como fundo musical Dulce Pontes, até arrepia...

domingo, 12 de setembro de 2010

Festas de Vilarandelo 2010

Este ano fiz parte da Comissão de Festas de Vilarandelo e dado ao intensso trabalho que tivemos, não me foi possível descrever aqui ao pormenor nem fazer uma reportagem do que aconteceu naquele 9 dias de festividades em Vilarandelo. Para quem quiser saber um pouco mais do que se passou nesses dias de festa, aconselho uma visita ao blog do amigo e Vilarandelense José Doutel Coroado. O blog tem como nome: "Vilarandelo - um dia uma imagem", é um blog que nos delicia diariamente com imagens, pensamentos e algumas palavras, é, no essencial dedicados a Vilarandelo e à nossa região. Deixo abaixo o link para o blog:

http://vilarandelo-umdiaumaimagem.blogspot.com

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

XXVI - Festival de Folclore de Vilarandelo



Vai realizar-se no Sábado dia 21 de Agosto de 2010, pelas 21:30h o XXVI Festival de Folclore. Organizado pelo Grupo Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo. Este festival terá a presença dos seguintes grupos:

- Rancho Folclórico de Cabeça Veada – Porto de Mós

- Rancho Folclórico de ACDR de Meãs – Montemor o Velho

- Grupo Cultural Semente – Espinho

- Rancho Folclórico S. Tiago de Custóias - Porto

- Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo

Uma vez mais, o Rancho Folclórico de Vilarandelo nos vai apresentar uma noite recheada de folclore de qualidade. Este ano, no final do festival o grupo tem reservada uma surpresa gastronómica para as pessoas que vierem assistir ao evento. Cá estaremos para passar uma bela noite!!!


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Grupo Coral de São Roque do Faial - Madeira

Grupo Coral de S. Roque do Faial que a convite da associação Cronologia dos Sons esteve no nosso concelho cerca de 8 dias. Em Vilarandelo cantaram na missa das 11h de Domingo dia 01 de Agosto e na tarde desse dia, deram um concerto no Salão de Festas da Casa do Povo. Este pequeno vídeo foi gravado no salão de Festas da Casa do Povo de Vilarandelo.

cronologia dos sons

O Grupo Coral da Associação Cronologia dos Sons sedeada em Valpaços e criada à cerca de 1 ano, tem como maestro o Prof. Francisco Diegues Doutel. Esta associação está vocacionado essencialmente para a música coral. Apesar de ser uma associação muito jovem já está a mostrar trabalho. Recebeu recentemente o grupo coral da Casa do Povo de S. Roque do Faial da Madeira. Este grupo esteve no nosso concelho do dia 28 de Julho ao dia 4 de Agosto. Foram 8 dias de intensa actividade coral e cultural. Os dois grupos corais fizeram actuações por todo o concelho de Valpaços, nomeadamente em Valpaços, Carrazedo e Vilarandelo. Os elementos do grupo Coral da Madeira ficaram distribuidos pelas casas dos elementos do grupo anfitrião. Isto originou uma maior proximidade entre os elementos dos dois grupos. Se tudo correr bem, para o ano que vem o grupo coral da Associação Cronologia dos Sons fará uma visita à ilha da Madeira para se selar este intercambio cultural entre os dois grupos.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

PROGRAMA DAS FESTAS DE VILARANDELO – AGOSTO 2010

Anualmente, no último fim de semana de Agosto, realiza-se em Vilarandelo as festas em honra de Sta Bárbara e N. S. dos Milagres.

Deixo aqui o programa das festas 2010:

SEXTA-FEIRA DIA 20

21h30 – Iluminação dos arcos

SABADO DIA 21

15h00 – Jogos populares (pedipaper)

21h30 – Festival Nacional de Folclore (Org. Rancho Folclórico)

DOMINGO DIA 22

15h00 - Festival de Freestyle Motocross

No Campo de futebol de Vilarandelo (Org. Grupo TT Usprigozus)

SEGUNDA –FEIRA DIA 23

21h00 - Missa no Santuário

22h00 - Jogos Populares

TERÇA-FEIRA DIA 24

21h00 - Missa no Santuário

21h30 – Noite de variedades com António Cavalheiro e seu elenco

(no Salão de Festas da Casa do Povo)

QUARTA-FEIRA DIA 25

21h00 - Missa no Santuário

22h00 – Música Popular

QUINTA-FEIRA DIA 26

21h00 Missa no Santuário

Grande espectáculo na Casa do Povo:

1.ª parte - Com a Actuação do grupo coral da Associação Cronologia dos Sons de Valpaços – Dirigido pelo Maestro Francisco Doutel

2.ª parte – Espectáculo de magia com Guto mágico

SEXTA-FEIRA DIA 27

Dia dedicado a S. Vicente e ao Emigrante

07h00 – Salva de morteiros

10h00 – torneio de Pétanque

14h00 – torneio de Pétanque(cont.)

Torneio de FITO

21h00 – Romagem do Emigrante ao Santuário do Sr. Dos milagres, com procissão de velas em honra de S. Vicente, seguido de missa e sermão.

22h00 – Actuação da Banda Musical de Vilarandelo

SABADO DIA 28 – dia dedicado a Stª Bárbara

07h00 – Salva de morteiros

08h00 – Arruada da Banda Musical de Vilarandelo

11h00 – Missa solene com sermão em honra de Stª Bárbara, seguida de majestosa procissão.

14h00 – Perícia de Automóveis (org. pelo Clube Automóvel de Vilarandelo)

22h00 – Grandioso Arraial com a actuação do Grupo – ALTA DEFINIÇÃO

DOMINGO DIA 29 – Dia dedicado a Nosso Senhor dos Milagres

07h00 – Salva de morteiros

08h00 – chegada das bandas musicais de:

TANGIL – (VIANA DO CASTELO) e

VALPAÇOS

11H00 – Missa Dominical solenizada com sermão em honra de Nosso Senhor dos Milagres

14h00 – Concerto no jardim do Toural com as bandas musicais convidadas

15h00 – Chegada da Fanfarra do Agrupamento de Escuteiros de Valpaços e da Brigada do Esquadrão de Cavalaria da GNR.

17h00 – Majestosa procissão de fé, com o desfile de vistosos andores e lindíssimos anjinhos.

Com a participação de 3 bandas musicais, 1 fanfarra e a brigada montada da GNR em peregrinação ao Santuário de N.S. dos Milagres.

22h00 – Abertura do arraial abrilhantado pelas bandas musicais convidadas.

12h00 – actuação do grupo musical RITMO JOVEM com a cantora CRISTIANA (entrada livre)

01h00 – Grandioso espectáculo piromusical e uma surpresa com água e fogo de artifício

Apareçam que de certeza não se irão arrepender!!!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Encontro cultural - 25 de Abril

Patrocinado pela Universidade Senior RUTIS de Valpaços, vai ser realizado na Sexta Feira dia 23 de Abril (Hoje) às 18:15h, no Centro Cultural Luis Teixeira em Valpaços, um encontro cultural em jeito de tertulia, onde se colocará à discusão as seguintes perguntas pertinentes:

- A oportunidade da iniciativa
- Do Império Colonial à Europa - que percurso?
- 35 anos de poder autárquico - que resultados?
- A agricultura, no, antes e depois, que futuro?
-Patrimónios Culturais - que evolução?
- A juventude pós-revolucionária - Que valores?

Com um painel de tertulianos bastante diversificado, penso ser uma oportunidade para nos questionarmos e se calhar encontrar algumas respostas em relação ao portugal pós 25 de abril.

Parabéns à Universidades Sénior de Valpaços por mais esta iniciativa!



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Corrida de carrinhos de rolamentos


Numa época em que os miúdos e até os mais graúdos passam a maior parte do tempo fechados em casa, agarrados à televisão ou ao computador e em centros comerciais, é de salutar a iniciativa do Agrupamento de Escuteiros de Valpaços. O objectivo de recuperar a tradição das corridas de carrinhos de rolamentos penso que foi conseguida. Na tarde do Domingo passado juntaram-se naquela estrada que passa ao lado da Segurança Social em Valpaços, à volta de uma vintena de carrinhos de rolamentos. Para além de aparecerem pilotos da Cidade de Valpaços, apareceu um grupo de Bragança e até de Vilarandelo tínhamos lá dois concorrentes. Este desporto/hobby tem muitas vantagens, para além de tirar os miúdos de casa, desenvolve neles uma competição saudável. O carro de rolamentos apesar de ser de construção relativamente simples, são no essencial construídos pelos miúdos com a ajuda dos pais é claro. É aqui que a imaginação entra em acção. Aparecem carros com designe futurista, simples e ao gosto de cada um. A construção e corrida dos carros de rolamentos incentivam os miúdos e graúdos a ter de funcionar em equipa, a desenvolver capacidades ao nível da imaginação na construção destes carros.





Este até tem umas flores desenhadas à volta, não seja ele de uma menina!




Este mais parece um carro de formula I !



É preciso estar numa pose aerodinâmica senão não se ganha a corrida!




Este carro é do Hugo de Vilarandelo, um modelo bastante futurista!



Modelo para duas pessoas, meninas, nota-se pela fotografia da Hanna Montana!





A caminho da meta!




Aqui está um modelo simples mais em promenor.





Descer foi facil, a sorte deles é que os escuteiros tinham tudo pensado, usaram uma moto4 para rebocar os carros para cima.




Temos aqui uma concorrente graúda em prova!



Este leva-o à mão, também faz exercicio!





O carro de rolamentos na maior das simplicidades, basta uma tábua, 4 rolamentos, dois ferros, uma guita para guiar e uma almofada para não magoar o rabo!








quarta-feira, 31 de março de 2010

O POTE DE FERRO

Apesar de em algumas casas de Trás-os-Montes ainda se utilizar o pote de ferro, vemos gradualmente o uso deste utensílio de cozinha a desaparecer. Hoje recorda-se com saudosismo o tempo em que se cozinhava nestes potes. Até a comida sabia melhor! Dedico este post a esse objecto ancestral onde os nossos avós cozinhavam o caldo e as batatas, num tempo em que não havia fogões a gaz.

Deixo abaixo um texto escrito pela sr.ª Elisa Pascoal retirado do Jornal Arauto n.º 17 que retrata bem como eram os tempos em que as pessoas se reuniam nos serões à volta da fogueira e onde os potes tinham um lugar de destaque no seio das famílias:


"Pote de ferro, hoje peça decorativa…



Lembranças da minha infância.


Hoje é a vez da famosa panela de ferro fundido, mais conhecida por pote, também conhecida pela panela de três pés.


Ainda me lembro dos potes, de vários tamanhos estrategicamente colocados á volta da fogueira, na lareira da cozinha, tanto na casa dos meus avós como na dos meus pais e mais tarde na dos meus sogros, assim como em todos os lares da aldeia.


Ainda me recordo do sabor dos alimentos aí cozinhados, pelo tempo da matança do porco e do agradável sabor e do ritual á hora das refeições, principalmente do jantar onde a refeição predominante era os chícharros…


Recordo-me das histórias, verídicas, contadas vezes sem conta pelo meu sogro, do tempo em que os potes de 20 e 30 litros ou mais se enchiam de caldo, para dar de comer a famílias inteiras que vinham ajudar nos trabalhos agrícolas, aproveitando para matar a fome também aos filhos.


A pouco e pouco foram surgindo novas tecnologias e actualmente são raras as pessoas mesmo nas aldeias que não se renderam aos modernos utensílios de material mais prático e apelativo, abandonando quase por completo o tradicional pote de ferro. Muitos deles é-lhes dada nova função… assumem o papel de “ vasos” ostentando belas espécies de plantas e flores decorando varandas, alpendres, etc.


Junto dos potes encostava os meus pés ao borralho e com a tenaz ia remexendo no lume horas e horas como num encantamento!!! Os meus pais ralhavam “ estás a mexer no lume vais fazer xixi na cama” era uma maneira de eles me fazerem parar de mexer no lume que depois de tanto mexer acabava por se apagar.


Por vezes chegávamos com algumas castanhas que eu e os meus irmãos, metíamos no borralho e ficávamos ansiosos à espera… era cada salto quando elas rebentavam espalhando a cinza , deixando-nos de boca aberta a olhar sem lhe sentir o sabor…


Era também junto da lareira que na noite de consoada deixávamos os sapatinhos que no dia seguinte dia, de Natal, logo pela manhã corríamos à procura dos presentes aí colocados pelos nossos pais fazendo-nos crer que era o menino Jesus que descia pela chaminé.


Perante todas e estas e outras recordações restou-me a opção de adquirir uma peça nova, pois só um pote usado e repleto de recordações serviria os meus objectivos.


Visto isto à distância no tempo, acabam por ser boas lembranças, no meio de outras. Hábitos que a modernidade dispensa mas que a memória não apaga."



Elisa Pascoal




Continuando a falar em potes, a Casa do Povo de Vilarandelo que foi fundada há já 66 anos, após a sua fundação e em tempos muito difíceis, começou por servir a “sopa dos pobres”, feita em potes de ferro, aos mais carenciados, que eram muitos. A foto que vemos em baixo foi retirada do jornal Arauto, sendo que dois destes potes levavam cada um 8 almudes, e o terceiro 6 almudes. Para quem não sabe o almude é igual a 25 litros. Faziam-se diariamente 6 almudes de leite e 10 almudes de sopa.








VALPAÇOS, CONCELHO DA FOICE


Diz-se por aí que Valpaços é o concelho da foice, mas o que a maior parte das pessoas não sabem é o porquê de chamarem o concelho "da foice". Na edição n.º 13 do Jornal Arauto da Casa do Povo de Vilarandelo saiu um texto da autoria do Sr. Eduardo Ferreira Costa, ilustre Vilarandelense
que vive em Valpaços. O Sr. Eduardo conta um episódio interessante sucedido no inicio do século XX em Valpaços que passo a transcrever:


"Era isto que eu ouvia vezes sem conta, principalmente, quando fui a tropa em 1967.



No comboio entravam mancebos de todos os lados e perguntavam-me:



- De onde és?...



- Sou de Valpaços.



- Ah!... És do CONCELHO DA FOICE...



A foice em questão é a foice roçadoura, de cabo comprido para roçar mato, silvas e infelizmente praticar alguns crimes, naquela época. Porque a dos ceifeiros era gadanho e ceifeiros havia muitos em todo concelho.



Eu tinha 14 anos quando um senhor de Vilarandelo, com os seus 90 anos me contou a revolta popular e o assalto, do qual ele mesmo participou, às finanças de Valpaços. Por motivos de lançamento e subida de impostos daquela época, mais concretamente em 1935.



Houve uns cabecilhas que mobilizaram a população do concelho, no dia aprazado, estavam organizadas duas concentrações, uma em Carrazedo e outra em Vilarandelo para rumar a Valpaços. Porem, alguns bufos traíram a população e avisaram o chefe das finanças da revolta do povo. Desta forma, oportunamente, o chefe das finanças alertou e mobilizou as tropas de cavalaria do Porto para que no dia marcado estivessem à espera dos revoltosos.

A concentração que estava preparada em Carrazedo para rumar a Valpaços, viu passar por lá a cavalaria e desmobilizou, abortando as suas intenções, no entanto, não avisaram a outra concentração que estava preparada em Vilarandelo, uns dizem que foi por falta de tempo, outros dizem que foi medo de represálias e como não havia telemóveis, a mensagem não passou.


Os da zona de Vilarandelo, ninguém faltou à hora marcada. Bairistas, Malteses e perigosos, armados com armas de fogo, sacholas, forquilha e foices, uns calçados outros descalços, parriqueiro abaixo a toque de caixa, que ritmava a marcha. O homem do cornetim que ensaiou previamente o toque para avançar ou recuar, de acordo com as condições. Alguns populares menos crentes iam pelos campos a corta-mato, (mirones) para ver o resultado daquela aventura.

Eis em Valpaços, determinados invadiram as finanças, queimando e destruindo muita papelada, quando se aperceberam, estavam cercados pela cavalaria. foi cada um por si, uns foram presos, outros pisados pelas patas dos cavalos e outros fugiram em debandada pelos campos, atirando com as armas do crime aos poços. Depois de recolhidas essas armas, as que estavam em maior número eram as foices. Daí Valpaços ter ficado conhecido pelo Concelho da foice.

Dos revoltosos, os que ficaram presos foram logo condenados a sustentar cavaleiros e cavalos temporariamente até os ânimos acalmarem. Quando foram julgados, o Juiz apercebeu-se que a revolta teve origem na base de três famílias, a dos Tétés, dos Turíbios e dos Taraitas, daí o rótulo da revolta dos três "TTT".

Eu vi e li jornais nacionais que noticiaram o acontecimento naquela altura.

Desafiava os nossos governantes a assumirem a história do Concelho, para o bem e para o mal. Temos tantas rotundas tão pobres e tão despidas, porque não um monumento alusivo ao concelho da foice? Até poderá servir de símbolo para outros fins. Faço um apelo aos meus conterrâneos de Vilarandelo, como andam a fazer o jardim público no Largo do Toural, porque não um monumento a comemorar esta revolta popular? Isto não acontece todos os dias, nem todos os anos, nem todos os séculos, mesmo que naquela altura tivesse sido uma derrota. Hoje faz parte da história e ela, é feita de conquistas e derrotas. Pensem nisso, digníssima Junta de Vilarandelo."



EDUARDO FERREIRA COSTA

terça-feira, 30 de março de 2010

Visita do Presidente da Federação do Folclore Português ao Grupo Folclórico de Vilarandelo



Durante o dia de Sábado do fim-de-semana da Feira do Folar de Valpaços, o Presidente da Federação do Folclore Português sr. Fernando Ferreira fez uma visita ao nosso grupo de folclore.
A visita do Sr. Presidente da Federação a Vilarandelo foi como uma lufada de ar fresco para o grupo. Às vezes é necessário este “empurrãozinho” para dar um novo alento ao rancho porque nem sempre as coisas são fáceis, vivemos num interior cada vez mais “desertificado” de serviços e população, sendo por isso difícil manter cá a juventude que por outro lado também não se interessa muito pelas questões do folclore.
Durante o dia de Sábado, o Sr. Presidente aproveitou para visitar Vilarandelo, a região envolvente e finalmente conhecer a Feira do Folar. Ao final da tarde o grupo reuniu com o Sr. Presidente no Salão de Festas da Casa do Povo de Vilarandelo para ter uma conversa entre amigos. A conversa não foi para dizer o que está bem ou mal, mas para dar um incentivo na continuação do nosso trabalho em prol do folclore que bem precisamos. O Sr. Presidente aproveitou para dar uns diplomas de reconhecimento pelos anos dedicados ao folclore sendo costume a Federação condecorar os elementos dos ranchos consoante os anos de antiguidade, dando medalhas e diplomas grau bronze, prata e ouro.
A Federação do Folclore Português é uma instituição não governamental que desde a sua criação com o Sr. Augusto Santos, tem sabido dar directrizes aconselhando os grupos de folclore a fazer investigação e preservação de todo o património que os nossos antepassados nos deixaram. Os grupos de folclore que seguem esta linha com seriedade são por isso um museu vivo. É urgente criar pólos de investigação etnofolclórica, se não, corremos o risco de mais tarde ou mais cedo perdermos as memórias que ainda vão estando vivas.
A Federação do Folclore Português e o INATEL dão através de várias formações, congressos e visitas dos técnicos aos grupos, ferramentas suficientes para que os grupos façam as recolhas das tradições materiais e imateriais com método, obedecendo às normas estabelecidas. É necessário catalogar, gravar e registar, para depois se fazer uma avaliação criteriosa do material recolhido que servirá de matéria-prima para as representações que os ranchos fazem em palco.
Foi por isso que há uns largos anos atrás pedimos a colaboração da Federação que na pessoa do sr. Augusto Santos nos foi solicitada. Nessa altura, alguns elementos do grupo folclórico, munidos de paciência, um gravador de cassetes, papel e caneta, lá iam aos Domingos pelas terras do concelho de Valpaços e do concelho vizinho de Vinhais, recolher informação junto dos mais idosos. Todo este trabalho nos destacou dos demais grupos folclóricos do concelho e concelhos vizinhos. No distrito de Vila Real existem dezenas de grupos folclóricos mas apenas dois ou três são federados. Não quero com isto desprestigiar os outros grupos da região, Só queria dizer que os grupos folclóricos não têm só a responsabilidade de ocupar o tempo livre das pessoas que fazem parte desses mesmos grupos, mas tem principalmente a responsabilidade acrescida de levar a outras terras as tradições e costumes procurando serem fiéis e dignos representantes da singularidade da cultura tradicional transmontana.
Ao Sr. Presidente da Federação do Folclore Português agradecemos de coração a visita que foi um incentivo para todos os elementos do grupo mas principalmente para os jovens
Foto de Grupo


Um dos elementos do Rancho que recebeu o diploma


Ouvindo atentamente os conselhos do Sr. Presidente